Horário de verão pode reduzir consumo de energia em até 4,6%

Relógios foram adiantados em uma hora à meia noite de sábado (15/10) em 11 Estados do país.

Está em vigor desde meia noite de sábado (15/10) o horário de verão, quando os relógios foram adiantados em uma hora. A medida vale para 11 estados – nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, incluindo o Distrito Federal, além da Bahia. O novo horário terminará à zero hora do dia 26 de fevereiro de 2012. Mais do que um ambiente agradável para o happy hour, a mudança pode proporcionar economia no consumo de energia em até 4,6% em toda área contemplada, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Durante os 133 dias de vigência do horário alternativo, as regiões Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, devem economizar 2.050 megawatt/hora (MWh) de energia, o que corresponde ao dobro do consumo médio mensal da cidade de Belo Horizonte (MG) ou duas vezes e meia de Brasília (DF). Mas a maior redução foi estimada para a região Sul: uma economia de 600 MWh, o que representa 75% de toda energia consumida mensalmente em Curitiba (PR) ou três vezes o consumo de Florianópolis (SC). A economia resulta da redução da demanda.

Em termos monetários, segundo a ONS, a expectativa de economia proporcionada pela implantação do horário alternativo é de R$ 77 milhões. O valor é deduzido do custo evitado com a geração térmica complementar no verão, período de máxima demanda, já que nesta estação do ano há uma sobrecarga na rede de distribuição de energia devido ao uso concentrado de eletricidade para refrigeração, condicionamento de ar e ventilação.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o principal objetivo da implantação horário do verão é o otimizar o aproveitamento da luz natural ao entardecer, “o que resulta na a redução da demanda por energia no período de suprimento mais crítico do dia (das 18h às 21h), quando a coincidência de consumo por toda a população provoca um pico de consumo, denominado ‘horário de ponta’.”

“A atitude do consumidor final, principalmente usando o máximo possível a luz natural em substituição da elétrica, é fundamental para que estas previsões de economia de energia se concretizem”, avalia Ana Maria Wilheim, diretora executiva do Instituto Akatu. “De sobra, ao economizar energia em casa, no escritório e em outros ambientes, o consumidor contribui para a redução da emissão dos gases poluentes que causam o efeito estufa, já que, boa parte desses gases é gerada a partir da produção de energia elétrica”, completa.

Confira abaixo algumas dicas do Instituto Akatu que podem ajudar você a adotar uma rotina que vai ajudar você a reduzir o valor da conta de luz no fim do mês. É bom para o planeta e para o seu bolso:

– Troque lâmpadas e combata o efeito estufa. Se todas as famílias no Brasil trocassem apenas duas lâmpadas de casa por fluorescentes, evitariam a construção de uma nova termelétrica no país.

– Use mais luz natural. Evite acender lâmpadas durante o dia. Para clarear a casa, abra as janelas e aproveite a luz do dia o máximo que puder. No mesmo sentido, apague a luz em ambientes onde não há ninguém.

– Dê preferência a produtos com Selo Procel. Compre equipamentos que venham com o Selo Procel, pois ele qualifica aqueles que têm maior eficiência no consumo de energia. A classificação vai do A, que é o mais eficiente, até o E, com menos eficiência.

– Desligue os eletrodomésticos quando não estiver usando. Todo e qualquer aparelho que não esteja em uso (computador, rádio, televisão, DVD etc) deve ser desligado. A televisão ligada na sala ou no quarto, sem ninguém para assisti-la, é um desperdício de energia.

– Desligue no botão dos aparelhos. Em stand by, embora os aparelhos estejam aparentemente desligados, não se engane. Nesse estado o aparelho também consome energia. Por isso, a dica é desligá-lo diretamente no botão.

– Tome banhos mais curtos. No inverno, o gasto de energia com esses aparelhos aumenta, por conta da resistência para esquentar a água. Por isso, quanto mais curto o banho, menor a conta de luz.

– Mantenha a porta da geladeira fechada. Primeiro, quando abrir a geladeira, tire tudo que vai precisar, evitando o abre-e-fecha, e não guarde alimentos ainda quentes. Além disso, em tempos mais frescos e no inverno, regule o termostato adequadamente, exigindo menos da geladeira e, periodicamente, ainda verifique a eficiência da borracha de vedação.
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