GRI lança consulta pública do Anexo Nacional Brasileiro, participe

Entidade, referência mundial em relatórios de sustentabilidade, vai ouvir a sociedade para completar seus indicadores com contextos locais

Já está aberta a consulta pública ao texto preliminar do Anexo Nacional Brasileiro para os relatórios de sustentabilidade da Global Reporting Iniciative (GRI). Qualquer cidadão ou entidade pode postar suas contribuições pela internet até 25 de outubro de 2011. As opiniões vão formar as bases para a versão final do documento.

Mas o que é o Anexo Nacional Brasileiro? É um conjunto relevante de diretrizes que expressam particularidades brasileiras que serão recomendadas para inclusão no modelo de relatório de sustentabilidade da GRI.

Empresas, ONGs, instituições governamentais e até times de futebol elaboram e divulgam relatórios de sustentabilidade como prática de medir e prestar contas à sociedade dos impactos socioambientais causados por suas atividades. O processo de relato é voluntário, e as organizações podem elaborar o seu próprio modelo de relatório de sustentabilidade ou optar por algum já conhecido. A maior referência do planeta é o modelo da GRI, que já está na terceira geração (G3).

Sediada na Holanda, a GRI é uma organização global independente com pessoas e organizações atuando em mais de 30 países.

Além dos selos oficiais e independentes para certificação de produtos e marcas, informações na imprensa, na internet e nas redes sociais e dados nos sites oficiais das empresas, os pactos de empresas, governos e ONGs a favor de boas práticas e as listas de ações ilícitas – como a Lista Suja do Ministério do Trabalho, que aponta empresas exploradoras de trabalho escravo –, o relatório de sustentabilidade oferece informações importantes para o consumidor avaliar as práticas de sustentabilidade de suas empresas fornecedoras. Assim ele pode prestigiar as mais sustentáveis e pressionar a concorrência a incluir tais valores no centro do negócio.

A importância que o consumidor atribuir aos relatórios de sustentabilidade fará ainda com que esses documentos se popularizem e mais pessoas comecem a procurar por suas informações. Além de dar mais transparência à informação, porque as empresas terão de oferecer dados cada vez mais fiéis, esse processo vai trazer mais poder ao conjunto de consumidores que disporão de mais dados no momento de decisão de compra. Vai ficar cada vez mais fácil escolher de quem comprar.

Atualmente, mais de mil empresas em todo o mundo produzem seus relatórios com base na terceira geração do modelo GRI-G3, pelo menos 60 delas são brasileiras. Se o consumidor aumentar a demanda pelas informações desses relatórios, mais e mais empresas começarão a produzir e publicar os seus.

Por isso a contribuição da sociedade civil no documento final é tão importante. O Anexo Nacional Brasileiro será o primeiro dos Anexos Nacionais da GRI e apresenta explicação de assuntos relevantes no contexto nacional e comentários sobre as partes mais importantes das diretrizes GRI para a situação brasileira.
Clique aqui para acessar o documento e participar.

Segundo a GRI, “ao mesmo tempo em que organizações apoiam hoje o desenvolvimento de uma estrutura para relatório internacional, muitos usuários querem se certificar de como aplicar as diretrizes em um contexto local de modo a refletir as prioridades do país e do público com os quais se comunicam bem como preservar o padrão de consistência e de comparação internacional”.

Por esse motivo a entidade decidiu desenvolver os chamados anexos nacionais a fim de completar a estrutura de seus relatórios.
Para saber mais sobre a GRI e relatórios de sustentabilidade, clique aqui e consulte a página em português da entidade.

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