Gordura trans pode ser banida nos EUA por causar problemas à saúde

A ideia é que os óleos parcialmente hidrogenados que dão origem às trans não sejam mais reconhecidos como seguros

 

Comentário Akatu: O consumo excessivo de comidas com gordura trans é, como destaca a matéria abaixo, uma das principais causas de ataques cardíacos nos EUA. Em contraposição a essa realidade, a transição para um novo modelo de civilização, mais sustentável, tem como um de seus fundamentos justamente um estilo de vida mais saudável, que privilegie alimentos mais nutritivos. Adotar critérios mais conscientes para o consumo dos alimentos, como sua qualidade e origem, por exemplo, pode trazer uma série de benefícios para a saúde, a sociedade e para o meio ambiente. Isto não significa que alimentos ricos em gordura trans não possam ser consumidos, mas sim que devem ser consumidos com parcimônia, sem permitir os efeitos nocivos sobre a saúde pelo excesso de ingestão de gordura.

A FDA (Food and Drug Administration), agência que regula alimentos e remédios nos EUA, propôs medidas que podem eliminar as gorduras trans adicionadas a alimentos no país. A ideia é que os óleos parcialmente hidrogenados que dão origem às trans não sejam mais reconhecidos como seguros.

A proposta preliminar ficará disponível para consulta pública por 60 dias. Nesse meio tempo, as empresas interessadas terão de provar a segurança da substância – um grande desafio, já que as conclusões da maioria dos estudos publicados afirmam o contrário.

A gordura trans é considerada uma das principais causas de ataques cardíacos nos EUA. As evidências científicas apontam que as gorduras trans são perigosas por aumentarem os níveis do chamado colesterol ruim, e baixarem o bom.

Apesar do seu consumo já ter caído substancialmente no país como resultado de diversas medidas de controle, a FDA acredita que isso ainda é insuficiente. Para a agência, o banimento será capaz de evitar 20 mil infartos e 7.000 mortes por ano.

No entanto, alguns nutricionistas alertam que as restrições sobre as gorduras trans resultaram em sua substituição por gorduras saturadas, que também não são indicadas em dietas saudáveis. A bioquímica nutricional Alice Lichtenstein, da universidade Tufts, afirma que aproximadamente 1% do consumo energético norte-americano é composto por gordura trans e 12% de gordura saturada.

Adaptado de texto originalmente publicado pelo The New York Times

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