Google convoca comunidade para inserir dados de ciclovias no Maps

Para que ferramenta funcione bem, ela depende da colaboração dos usuários para inserir e atualizar dados úteis para ciclistas

 

Você conhece um bicicletário na sua cidade e quer divulgar para outros ciclistas?  Sabe de um caminho agradável e seguro para andar de bike na sua cidade, ainda pouco percorrido? Então, que tal contribuir para melhorar a ferramenta do Google que permite traçar rotas de bicicleta nas cidades brasileiras?

Há dois meses, o Google Maps, ferramentas de mapas do Google, passou a traçar  rotas para ciclistas nas cidades brasileiras, levando em consideração diversas informações como distância, altimetria e condições da via. “A cidade não é feita só para carros e, por isso, o Google Maps não deve servir apenas aos motoristas. Com a popularização dos smartphones, começamos a receber demanda de segmentos da população que não andam de carro, mas de ônibus, metrô, a pé ou de bicicleta”, disse Marcus Leal, chefe do Google Maps no Brasil.

A empresa já inseriu informações fornecidas pelas prefeituras das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Mas as atualizações e novas informações terão que ser adicionadas e atualizadas no Google Maps pelos próprios usuários do serviço. “A partir de agora, a comunidade tem um papel crítico na evolução do serviço, é preciso que ela seja ativa”. A ciclovia do Minhocão, recentemente inaugurada, por exemplo, deve ser incluída pelos próprios usuários no mapa”, disse.

Para impulsionar a inclusão de novas informações no Google Maps, o Itaú e o Google organizaram um workshop para treinar cicloativias, imprensa e técnicos do poder público a usar o Google Map Maker, que permite a qualquer usuário inserir ou atualizar dados na ferramenta com facilidade – basta fazer o login. As informações indicadas pelo usuário serão submetidas à aprovação da comunidade ou do Google. “O brasileiro tem um perfil bastante colaborativo na internet e há uma vontade de contrbiuir para que a ferramenta funcione melhor”, disse Leal.

O Google buscou o Itaú como parceiro porque o banco já tem forte vínculo com a comunidade de ciclistas e experiência no assunto, segundo Leal. Luciana Nicola, superintendente de Relações Governamentais e Institucionais do Itaú Unibanco, conta que a bicicleta foi uma das grandes causas abraçadas pelo Itaú, por ser capaz de mudar a relação das pessoas com as suas cidades. “A bicicleta ajuda a devolver a cidade para as pessoas. Quando a pessoa passa a andar de bicicleta, abre-se um mundo novo, pois ele se apropria da cidade.”

A ferramenta que permite traçar ciclorrotas pode ser usada no Google Maps na [ versão web ] ou mobile (plataformas iOS e Android).

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