Florestas desempenham papel crucial para a segurança alimentar e nutricional

Ecossistemas também são fonte de três quartos da água doce da Terra, ajudam a regular o impacto de tempestades e inundações e armazenam carbono da atmosfera

Comentário Akatu: Preservar as florestas vai além de reduzir o desmatamento. Há comunidades e mercados que dependem da exploração dos recursos naturais que vem das florestas. Sem controlar a maneira de utilizar esses recursos, não haverá a renovação sustentável dos mesmos, impactando negativamente nos meios de subsistência das pessoas, na dinâmica das economias que tiram seu sustento das florestas e até mesmo na segurança alimentar e nutricional de todo o planeta. Por isso, um investimento na gestão dos ecossistemas deve incluir também iniciativas que impeçam tais impactos de acontecer. Nesse sentido, é importante que o consumidor, ao comprar um produto de origem florestal, tenha o conhecimento de que sua escolha de consumo, mesmo individualmente ou em pequenos grupos, provoca impactos significativos não só no meio ambiente, mas também nos indivíduos, na sociedade e na economia. E use seu consumo como instrumento transformador da realidade em uma direção crescentemente sustentável.

Animais e árvores encontrados nas florestas podem desempenhar um papel crucial na melhoria da segurança alimentar e nutricional em todo o mundo, disse a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), em meio a um evento sobre o tema em maio.

As florestas cobrem cerca de um terço do planeta e fornecem uma variedade incalculável de benefícios sociais, econômicos e ambientais. Cerca de 1,6 bilhão de pessoas — incluindo mais de 2 mil culturas indígenas — dependem das florestas para sua subsistência. Elas também são fonte de três quartos da água doce da Terra, ajudam a regular o impacto de tempestades e inundações e armazenam carbono da atmosfera. Além disso, mais de 3 bilhões de pessoas dependem das florestas para pegar lenha para cozinhar e se aquecer.

A Conferência Internacional sobre Florestas para a Segurança Alimentar e Nutricional, que ocorreu na sede da FAO em Roma entre os dias 13 e 15 de maio, reuniu políticos, cientistas, representantes dos setores privados, agências da ONU, organizações não governamentais e grupos comunitários, agricultores e indígenas, com o objetivo de estimular a conscientização e o entendimento sobre as muitas maneiras de contribuição das florestas para a segurança alimentar, especialmente nos países em desenvolvimento.

“Se você conversar com o público em geral sobre as florestas, eles pensam sobre a construção de casas e móveis e talvez recreação. Mas eles não as associam primeiramente com fontes alimentares”, disse Eva Muller, diretora da Divisão de Economia, Políticas e Produtos Florestais da FAO.

Muller ressaltou que as florestas contribuem para a segurança alimentar de diversas maneiras. Eles são uma fonte de “alimentos da floresta”, que incluem frutas, folhas, sementes e cogumelos, bem como os animais selvagens e insetos.

“Estes geralmente não são os principais alimentos das pessoas, mas são um complemento muito importante para dietas, porque eles são muito nutritivos e adicionam minerais e vitaminas. Além disso, os insetos e os animais selvagens fornecem proteína para muitas pessoas que vivem dentro e ao redor das florestas”, disse.

As florestas e as árvores também proporcionam renda em muitas áreas rurais e são a base de pequenas empresas, observou a funcionária da FAO. Muitas vezes, as mulheres recolhem produtos das florestas e vendem no mercado para gerar uma renda adicional que pode ajudar a pagar os alimentos consumidos por suas famílias, além de custos escolares e roupas para os filhos.

Clique aqui para ler a notícia original, publicada pela ONU Brasil.

 

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