Especialistas defendem boicote ao isopor

Produto deve ser evitado ou reutilizado em casa

O poliestireno expandido, conhecido popularmente como isopor, chega às nossas casas sob diversas formas: desde bandejas que acompanham alimentos como carne, ovos e frios, até  como parte de embalagens de eletrodomésticos ou aparelhos eletrônicos. Poucas pessoas sabem, porém, que o produto possui caracteríticas que dificultam sua reciclagem e mesmo seu descarte. Por isso, é recomendado que se evite o consumo de isopor; em casos que isso não é possível, o consumidor deve procurar reutilizá-lo dentro de casa.

Patrícia Blauth, da Consultoria Menos Lixo – Projetos de Educação em Resíduos Sólidos, é uma das que recomenda o boicote aos produtos feitos com o material. “O isopor é o símbolo do totalmente descartável ou supérfluo”.

De acordo com ela, o produto tem baixíssimo valor no mercado e não há esforço das indústrias em promover a reciclagem do isopor, por razões econômicas (quando derretido, o produto não tem bom rendimento). Para completar, ela diz que as empresas ou cooperativas do setor só aceitam o material em quantidades próximas à uma tonelada. Raramente as cooperativas aceitam o isopor usado em casas, mesmo que seja doado.

A consultora do Akatu Maluh Barciotte faz coro à Patrícia. Para ela, há ainda o risco adicional de o isopor em pequenos pedaços ser ingerido por peixes e tartarugas. “Uma vez na natureza, o isopor vira uma praga. É muito difícil eliminá-lo”, afirma.

O Pão de Açúcar, parceiro estratégico do Akatu, vem trocando as bandejas de isopor pelas bandejas de plástico, segundo Sonia Manastan, Gerente de Marketing Institucional do Grupo Pão de Açúcar. “Os dois materiais têm impacto sobre o meio ambiente, mas pelo menos o plástico se pode reciclar com mais facilidade”, afirma a gerente.

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