Episódios climáticos foram sem precedentes na última década

Relatório da Organização Meteorológica Mundial destaca que período entre 2001 e 2010 foi o mais quente da história moderna e também o mais chuvoso

Comentário Akatu: Eventos como enchentes e secas vêm ocorrendo com mais frequência nos últimos anos, como comprova o levantamento descrito na notícia abaixo, o que sinaliza a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Não é somente a poluição industrial que gera esse tipo de alteração climática: desmatamento, exploração pecuária em larga escala, utilização de meios de transportes movidos a combustíveis fósseis e energias geradas de forma poluente também entram nessa lista. Se os consumidores são parte da origem do problema, também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

Um levantamento da Organização Meteorológica Mundial afirma que eventos extremos do clima, como enchentes e secas, ocorreram na última década de uma forma sem precedentes na história moderna.  O relatório, lançado em Genebra em 03 de julho, destaca que a temperatura média global entre os anos de 2001 e 2010 foi de 14,47° Celsius, a mais quente desde 1850.

O Brasil é citado pelas secas na região amazônica, pelo calor em cidades do Piauí e até por um furacão, como explicou à Rádio ONU, de Genebra, o vice-presidente da OMM, Antônio Divino Moura. “Nós tivemos um evento muito extremo, no caso do Brasil, que foi uma onda de calor em 2006 e a temperatura (no município) de Bom Jesus (no Piauí) foi de 44,6° Celsius. Em maio de 2004, nós tivemos o desenvolvimento de um ciclone, que foi se intensificando no Atlântico Sul e atingiu a costa de Santa Catarina, com ventos de 150 km por hora e causou muita destruição. Foi o primeiro e único furacão até agora observado (no Brasil) e aconteceu nessa década”.

O relatório “Uma Década de Climas Extremos” (clique aqui para ler a íntegra do documento em inglês) destaca que o aumento da temperatura está ligado à maior concentração global na atmosfera de gases que causam o efeito estufa.

As taxas de dióxido de carbono subiram 40% desde o começo da era industrial e a concentração atual de CO2 no ar é de 400 partes por milhão.

O documento também afirma que a década de 2001-2010 foi também a mais chuvosa desde 1901. Enchentes, secas e ciclones tropicais causaram a morte de 370 mil pessoas, um aumento de 20% em relação à década anterior.

“Nessa década, nós notamos no litoral da América do Sul, como Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo e do Rio de Janeiro, o aumentos das chuvas, bastante associado também com eventos extremos. Nós tivemos em 2011 deslizamentos de terra lá no Rio de Janeiro, com quase 1 mil pessoas mortas, entre outros”, afirma Antônio Divino Moura, ao relembrar algumas das fortes inundações que atingiram o Brasil. O vice-presidente da OMM também ressalta a importância de os países aliarem conhecimento científico sobre as mudanças de temperatura com bons serviços climáticos.

Clique aqui para ler a notícia original publicada pela Rádio ONU.

*Foto: Acnur/B. Bannon

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