Energia juvenil dá o tom dos serviços

Com amplo potencial de consumo, público jovem pode ser o alvo para quem deseja abrir ou direcionar um empreendimento

Com estágios e empregos que garantem renda própria ou amparados por mesadas – e algumas vezes acumulando o dinheiro vindo dessas duas fontes -, os jovens são uma alternativa promissora como foco de um novo negócio. A diversidade de interesses desse público pode ser o norte para quem ainda avalia a abertura de um empreendimento.

O prazer no contato com a natureza, a propensão ao consumo, a preocupação com a educação e a carreira profissional são algumas das características comuns dos brasileiros com idades entre 18 e 25 anos. O comportamento deste público foi identificado pelo Instituto Akatu na pesquisa Construindo o Próprio Futuro, realizada em nove regiões metropolitanas do país, inclusive Porto Alegre.

No Rio Grande do Sul o poder de consumo dos jovens com até 22 anos gira em torno de R$ 2 bilhões anuais, conforme estudo da administradora de shopping centers Store Shopping. Cifra que, no Brasil, chega a R$ 30 bilhões anuais. Estes consumidores têm um diferencial interessante para o comércio: as compras são pagas à vista em 76% dos casos.

– O que eles têm, gastam. Não são de fazer prestações, preferindo pagar na hora – revela o diretor e administração e marketing da Store Shopping, Paulo Roberto Pretto de Oliveira.

Os jovens entrevistados pelo Instituto Akatu afirmam que consomem muito, mas de forma consciente. A compra é baseada na qualidade do produto (em 78% dos casos), decisão reforçada pelo preço da mercadoria (74%). Mesmo não tendo sido mensurado pela pesquisa, um terceiro item também influencia as decisões, acredita a gerente de programas educativos do Akatu, Flávia Aidar.

– Vejo os jovens mais sensíveis quanto às ações sociais das empresas das quais compram. Valorizam o fato de terem funcionários satisfeitos, selo da Fundação Abrinq (da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos) pelos direitos da criança ou diferenciais ecológicos – avalia Flávia.

O público jovem também é um excelente divulgador dos produtos que compra, observa o administrador Celso Leonardo de Jesus Barbosa, gerente-geral da Dialog, que administra a organização não-governamental (ONG) Iniciativa Jovem, mantida pela Shell.

– No seu círculo de convivência, no trabalho e em casa, o jovem, ao chegar com um novo produto, carrega outras fatias de mercado para a compra. Ele é impactante, e as pessoas gostam de parecer mais jovens, de espírito e de aparência. Por isto, o jovem é quem começa a usar coisas que depois viram um padrão – analisa o administrador. Mas o jovem também tem uma característica que Barbosa classifica, ao mesmo tempo, como benéfica e um problema a ser enfrentado. Adepto de novidades e sempre em busca da moda, ele tende a abandonar as empresas e marcas que descuidarem da inovação e atualização de suas linhas.

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