Empresas transformam reciclagem em fonte de lucro

Investimentos de empresas na reciclagem de embalagens de plástico e papel oferecem rápido retorno financeiro, além de serem ações de responsabilidade social

Comentário Akatu: Investir na reciclagem não é apenas um ato de consciência ambiental, mas também econômica. E o Brasil ainda pode aumentar seus níveis de reciclagem: por exemplo, temos capacidade de reciclar 1,6 milhão de toneladas de plástico por ano, mas utilizamos somente 73,6% desta capacidade. Para aumentar este potencial, a solução é investir na coleta seletiva de lixo , já que papel, vidro, metais e o plástico juntos significam 38% do total dos resíduos gerados no Brasil.

Três exemplos de reciclagem oferecem otimismo na combinação de resultados econômicos, sociais e ambientais. São as embalagens de agrotóxicos, as longa vida e as de plástico.

Um dos investidores na reciclagem do alumínio, papelão e plástico contidos nas embalagens longa vida, a Klabin, é a maior responsável pela reciclagem de papéis do país, com 400 mil toneladas por ano. Outros investidores são a Alcoa, a Tetra Pak e a TSL Ambiental, que investiram R$12 milhões em Piracicaba (SP).

A planta industrial tem previsão de faturamento anual equivalente ao investimento inicial. Opera com capacidade instalada de 32 mil toneladas de recuperação de fibras cartonadas, alumínio e plástico utilizados nas caixas Tetra Pak.

Com a separação, o alumínio e o plástico agregam valor com usos mais nobres. O papel cartão é aproveitado em linhas de papel reciclado, o alumínio retorna para o beneficiamento de folhas de embalagem e o plástico é usado em produtos como tintas, vernizes e cosméticos.

Outro investimento semelhante é o da central de recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos, de Araraquara (SP), parceria entre a Associação das Revendas de Insumos Agrícolas de Araraquara e Região (Ariar), o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) e a Prefeitura de Araraquara.

As embalagens utilizadas de agrotóxicos são processadas e transformadas em produtos mais nobres, como conduítes e dutos corrugados, cordas, embalagem para óleos lubrificantes e barricas.

No caso dos plásticos, o Brasil já recicla 780 mil toneladas por ano, equivalentes a 16,5% do total consumido, percentual superado apenas pelos de Alemanha, Áustria e EUA. A receita resultante é de R$ 1,3 bilhão.

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