Empresas européias pedem proibição de madeira ilegal

Companhias pedem à União Européia medidas contra importadores que compram o produto (em grande parte proveniente da Amazônia), mais barato que o certificado

Comentário Akatu: Extração ilegal da madeira é um crime que tem conseqüências sociais, ambientais e econômicas, que assolam a população não só da região amazônica, mas de todo o Brasil e até de outros países, como nos mostra esta notícia. A compra de produtos feitos com madeira ilegal, portanto, é um barato que sai caro; dê preferência aos produtos certificados com o selo verde (do FSC) e ajude a combater o desmatamento criminoso.

Cerca de 70 companhias da Europa apelaram à Comissão Européia para proibir a importação de madeira ilegal, elaborando uma nova legislação que impeça esta prática e leve à punição dos infratores.

“As importações baratas de madeira ilegal e o não cumprimento, por parte de algumas empresas, com os níveis sociais e ambientais desestabiliza o mercado internacional, ameaça empregos e cria concorrência desleal”, afirmou o diretor da Federação de Comércio de Madeiras da Holanda, André de Boer.

O documento, apresentado nesta quinta-feira em Bruxelas, foi assinado por grandes empresas como o IKEA (Suécia), Homebase and Habitat (Reino Unido), Castorama (França), Sonae Indústria e Sardinha Leite, grandes importadoras de madeira para Portugal.

As empresas portuguesas têm peso nesta mobilização, já que Portugal é considerado por grupos ambientalistas como uma das principais “portas de entrada” de madeira ilegal na União Européia.

“Portugal é claramente uma porta de entrada de madeira ilegal na Europa, em especial proveniente da Amazônia e de um Estado no Brasil onde ameaçam ambientalistas e recentemente mataram uma freira que defendia a floresta”, afirmou o diretor do Greenpeace para a Floresta e Comércio, Sébastien Risso.

“É tempo de a Comissão Européia e dos Estados-membros ouvirem as vozes dos ambientalistas e agora também da indústria e deixar de permitir a destruição das florestas mais antigas do mundo”, acrescentou ele.

O abate ilegal de árvores contribui para a destruição da biodiversidade e o empobrecimento de milhões de pessoas que dependem das florestas para comer e ter algum rendimento. É também uma atividade freqüentemente associada ao crime organizado.

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