Empresa cria recipiente para armazenar lâmpadas fluorescentes

Sistema armazena com segurança todos os componentes, separando-os e possibilitando reutilização dos resíduos

Comentário Akatu: O desenvolvimento de tecnologias como esta é muito importante e deve ser apoiado pelas empresas socialmente responsáveis. Já o consumidor deve ter o cuidado de encaminhar estas lâmpadas queimadas e outros produtos que, se descartados inadequadamente, podem causar prejuízos ambientais, para associações que realizam coleta seletiva de lixo.

Na tentativa de dar destinação correta para lâmpadas fluorescentes queimadas, a empresa curitibana Ambiensys Gestão Ambiental apresentou, na semana passada, em uma feira de produtos e serviços na cidade paranaense de Pinhais, um equipamento portátil que pode ser utilizado em qualquer lugar com grande quantidade de lâmpadas. Segundo os criadores, o sistema armazena com segurança todos os componentes, separando-os e possibilitando a reutilização dos resíduos.
Por conterem mercúrio e fósforo, as lâmpadas não podem ser colocadas no lixo comum e vêm se tornando um dos principais problemas urbanos. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) exige o descarte ambientalmente correto. Mas apenas 2% das 80 milhões de lâmpadas descartadas anualmente no Brasil são reciclados, já que não existem muitas empresas especializadas nesse serviço. Como os custos com transporte especial são grandes, os consumidores acabam estocando as lâmpadas queimada. Nem sempre de forma correta.

Com o equipamento, chamado de Bulbox, a reciclagem é feita no próprio local da armazenagem. Com um tambor de 200 litros e pouco mais de um metro de altura, o Bulbox possui um buraco onde a lâmpada é aspirada e triturada. O fósforo (pó branco) é captado por um filtro, enquanto o vapor de mercúrio é sugado por um filtro de carvão ativado, onde, em contato com enxofre, transforma-se em um sal. Posteriormente, o fósforo pode ser reaproveitado na indústria de tintas, enquanto o mercúrio vai para aterros especiais.

O reservatório de mercúrio comporta o produto de até 200 mil lâmpadas, enquanto o de fósforo precisará ser trocado a cada mil lâmpadas recicladas. A empresa estuda a possibilidade de vender os equipamentos a um preço de R$ 18 mil, ou então alugá-los a um custo de R$ 0,60 a R$ 1,70 por lâmpada.

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