Em quatro meses, Cantareira perde o equivalente ao volume morto

O volume de água do Sistema Cantareira chegou hoje a apenas 8,7% da capacidade dos reservatórios.

Represa em Bragança Paulista (SP), em 10/09/14. Crédito: Creative commons/Fernando Stankuns

 

O volume do Sistema Cantareira continua em queda e chegou a 8,7% da capacidade dos reservatórios no nesta quarta-feira (17). Com isso, as represas que abastecem parte da Grande São Paulo e municípios do interior atingem praticamente o mesmo nível de 15 de maio (8,2%). A chegada a esse patamar crítico fez com que o sistema começasse a usar a reserva técnica que adicionou 182,5 bilhões de litros de água.

A falta de chuvas tem dificultado a reposição do volume das represas. Foram registrados na região 30,1 milímetros de chuva neste mês. A média histórica é 91,9 milímetros de precipitação ao longo de setembro.

Segundo a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, no entanto, o abastecimento de água está garantido até março de 2015. Além disso, a expectativa é de que, até o final do mês, chova regularmente e não haja necessidade de se recorrer à segunda cota da chamada reserva técnica ou volume morto. Essa solução só será utilizada em último caso, segundo o governo paulista. Além disso, gradativamente, será reduzida a dependência do Sistema Cantareira para outros mananciais.

A partir deste mês, o processo de transferência de água para a área abastecida por Cantareira permitirá o bombeamento de mais 500 litros por segundo com a utilização das águas do Rio Grande e, em outubro, mais 1 mil litros por segundo retirados do Rio Guarapiranga. Com esse volume, haverá redução de dependência do Cantareira para o abastecimento de 500 mil moradores. Só neste ano, acrescenta a nota, a estimativa é diminuir de 8,8 milhões para 6 milhões o número de consumidores atendidos por esse sistema.

Como medida preventiva, a Sabesp solicitou a retirada de 106 bilhões de litros de água da segunda reserva técnica do Sistema Cantareira. A obra já foi autorizada pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), porém, não há previsão para o início.

 

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