Em Davos, líderes mundiais pedem ações concretas por um desenvolvimento sustentável

Eles advertem que o atual modelo de crescimento econômico, que não considera as consequências ambientais, não pode se manter por mais tempo

 

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o presidente do México, Felipe Calderón chamaram a atenção do mundo nesta sexta-feira (28/01), em Davos, na Suíça, ao reafirmarem o que diversos estudos já comprovaram: o atual modelo de crescimento econômico, que se esquece das consequências para o meio ambiente, não pode se manter por mais tempo.

Eles estão entre as 2,5 mil pessoas, entre chefes de Estado e de governo, além de empresários e outras personalidades, reunidas na cidade suíça que acolhe desde ontem, o Fórum Econômico Mundial. Em pauta, estão discussões sobre mudanças nos sistemas financeiros e a exploração de estratégias e soluções para os desafios globais.

“Precisamos de uma revolução no pensamento e na ação… Os recursos naturais são cada vez menores”, afirmou Ban Ki-moon, em um debate sobre como redefinir um crescimento sustentável. O secretário-geral acrescentou que, além de recursos básicos para a sobrevivência como a água e os alimentos, “está se esgotando outro recurso, que é o tempo, o tempo para enfrentar à mudança climática”.

O posicionamento de Ban ganhou reforço do presidente mexicano. “Há décadas está se discutindo sobre o dilema entre crescimento econômico e preservação do meio ambiente”, disse Felipe Calderón. “Devo dizer que esse é um falso dilema, pois é possível conseguir um crescimento econômico e ao mesmo tempo melhorar a eficiência energética e preservar o meio ambiente, a natureza”, afirmou.

Para o presidente mexicano, “o segredo é pôr em prática políticas públicas que apontem para conseguir estes dois objetivos ao mesmo tempo”.

Calderón se referiu a medidas concretas como incentivar as empresas a produzir, empregando menos energia, “algo que representa uma economia e ao mesmo tempo protege o planeta”.

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