Eletroeletrônicos mais eficientes podem reduzir consumo global de energia em 10%

O Pnuma lançou a Parceria para Eletrodomésticos e Equipamentos Eficientes, uma iniciativa para auxiliar a popularização de equipamentos mais eficazes.

Crédito: Creative commons/Yung Tsai

 

Comentário Akatu: Optar pelo uso de aparelhos eletrônicos que economizem mais energia, como mostra a reportagem abaixo, é de fundamental importância para evitar os impactos negativos sobre o meio ambiente e a economia. A mudança de comportamento individual é fundamental para o processo de construção de uma sociedade mais sustentável.

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) anunciou, no dia 23 de setembro, a Parceria para Eletrodomésticos e Equipamentos Eficientes, uma nova iniciativa para auxiliar a popularização de eletrodomésticos e eletrônicos mais eficientes. O objetivo é reduzir a demanda de energia global, mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas e melhorar o acesso à energia elétrica.

A parceria reúne governos, organizações não-governamentais, fabricantes de eletrodomésticos, bancos de desenvolvimento internacionais e instituições financeiras para oferecer assistência técnica na implantação de estratégias nacionais e regionais para a transição definitiva para produtos de eficiência energética.

A utilização global de eletroeletrônicos mais eficientes – incluindo iluminação, ar condicionado, geladeiras e outros – pode reduzir em 10% o consumo global de energia, economizando US$ 350 bilhões por ano e reduzindo emissões globais de CO2 em 1,25 bilhão de toneladas por ano.

“O lançamento da Parceria para Eletrodomésticos e Equipamentos Eficientes é um passo adiante em uma rota energética mais verde. A mudança para a eficiência energética tornou-se imperativa em um mundo que a demanda por energia cresce continuamente. Felizmente, as novas tecnologias de eficiência energética, conhecimentos técnicos e marcos normativos para reduzir os níveis de emissão de CO2 estão disponíveis e prontos para implantação”, afirma o subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.

Demanda cresce
Como a maioria dos países em desenvolvimento, a demanda por produtos que consomem energia aumenta rapidamente na América Latina e no Caribe com o rápido crescimento urbano. No Paraguai, por exemplo, o estoque de refrigeradores domésticos poderá duplicar até 2030. No Panamá, por sua vez, a quantidade de aparelhos de ar condicionado poderá aumentar 400% no mesmo período. A tendência de aumento do consumo de energia elétrica na região e, consequentemente, das emissões de gases de efeito estufa (GEE), impacta significativamente nos esforços globais para combater as alterações climáticas.

A Aliança Global de Eletrodomésticos e Equipamentos Eficientes divulgou relatório recentemente que avalia o impacto econômico e climático de aparelhos de refrigeração na América Latina e Caribe. De acordo com o estudo, se todos os países da região adotassem e implementassem as recomendações mínimas de eficiência energética, seriam economizados 140 terawatts/hora de energia anualmente. Este valor representa 11% do consumo de energia elétrica da região, equivalente ao consumo de energia da Venezuela e do Peru juntos.

PPP
Esta nova iniciativa global se baseia na experiência e no êxito da en.lighten do Pnuma, uma parceria público-privada que reúne 65 países. O grupo de países se comprometeram com a eliminação progressiva das lâmpadas incandescentes ineficientes até o final de 2016.

Dados importantes:
– Mais de 1,2 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso à eletricidade;
– De 1990 a 2010, as melhorias na eficiência energética reduziram a demanda energética acumulada global em mais de 25%;
– A mudança para eletrodomésticos e equipamentos de alta eficiência energética em seis dos principais setores de produtos tem potencial para reduzir o uso global de eletricidade em mais de 2.500 terawatt/hora, mais de 10% da demanda mundial.

Reportagem publicada originalmente no site EcoD.

 

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