Educação alimentar é fundamental para evitar obesidade infantil

Dia 11 de outubro foi o Dia do Combate à Obesidade. Segundo especialista, sem a conscientização e a participação das famílias, a solução do problema se torna inviável

 

Comentário Akatu: O consumo excessivo de alimentos não saudáveis é uma das principais origens de problemas como a obesidade infantil, como mostra a reportagem abaixo. Em contraposição a essa realidade, a transição para um novo modelo de civilização, mais sustentável, tem como um de seus fundamentos justamente um estilo de vida mais saudável, que privilegie alimentos mais nutritivos. Adotar critérios mais conscientes para o consumo dos alimentos, como sua qualidade e origem, por exemplo, pode trazer uma série de benefícios para a saúde, a sociedade e para o meio ambiente, principalmente no caso de crianças e jovens.

 

Educação alimentar e a conscientização dos pais de que a obesidade é uma doença são os principais fatores no combate à obesidade infantil. Segundo o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e diretor do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Mario Carra, sem a conscientização e a participação das famílias, a mudança do cenário é inviável.

“A intervenção dos pais para eliminar os maus hábitos alimentares e para modificar os hábitos sedentários das crianças é comprovadamente eficaz”, destaca. No dia 11 de outubro, dia de Combate a Obesidade, a Sbem realizou atividades no Ceará, na Paraíba, em Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo para chamar a atenção para os riscos do sobrepeso e da obesidade, que já atinge metade da população brasileira.

No Brasil, dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram um aumento da obesidade de mais de 300% entre meninos (de 4,1% em 1989, para 16,6% em 2009). Entre as meninas a variação foi ainda maior: de 2,4% em 1989 para 11,8% em 2009.

Segundo o levantamento, a criança obesa tem de 50% a 80% mais chance de se tornar um adulto jovem obeso comparado ao risco em crianças com peso adequado. De acordo com a Sbem, a doença acarreta maior probabilidade de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e câncer.

 

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