Economia verde cria milhões de empregos no Brasil e no mundo, afirma estudo da OIT

Documento lançado rebate tese de que transição para economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego, mas alerta para riscos da degradação ambiental

Comentário Akatu: Um modelo de sociedade mais sustentável envolve, de um lado, consumidores mais conscientes e, de outro, empresas dispostas e preparadas a inovar no atendimento às suas demandas, oferecendo-lhes alternativas de produtos e serviços mais sustentáveis. Estudos como esse da OIT, apontando como iniciativas desse tipo têm gerado empregos em diferentes países, confirmam que é possível alcançar o bem-estar desejado com um uso muitíssimo inferior de recursos naturais. Mais do que uma tendência, essa mudança de paradigma rumo à economia verde parece ser a alternativa viável para combater os efeitos dos padrões insustentáveis de produção e consumo que vêm sendo adotados há dezenas de anos.

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a implantação de iniciativas que visem a uma economia mais verde e sustentável tem criado milhões de postos de trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.

Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente equivocado. “De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.

Acesse o relatório, em espanhol, clicando aqui.

América Latina
Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.

Um estudo do Banco Mundial no Brasil, citado pela publicação da OIT, afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia. O estudo, chamado “Estudo de Baixo Carbono para o Brasil”, afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”. Clique aqui para ver o estudo do Banco Mundial.

Leia aqui a notícia original.

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