Dois dias andando de carro emitem tanto CO2 quanto um mês de metrô

Cálculos feitos pelo Akatu avaliam o impacto ambiental do uso do carro, do trem e do metrô

Uma pessoa que vai para o trabalho de carro contribui para o aquecimento global, em dois dias, o mesmo que se tivesse feito essa trajetória de metrô durante um mês inteiro. Isso porque para andar um quilômetro, um carro popular a gasolina emite aproximadamente 150 gramas de dióxido de carbono, enquanto o metrô libera apenas 12 gramas. O dado confirma mais uma vantagem dos transportes coletivos sobre o carro. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), da frota de 5,6 milhões de veículos da capital paulista, cerca de 3,5 milhões circulam  diariamente, com uma ocupação estimada de 1,2 pessoas por veículo, o que significa que 4,2 milhões de pessoas se locomovem de carro diariamente em São Paulo, provocando diversos  problemas decorrentes do excesso de veículos na cidade. Já o Metrô calcula que, em média, 2,1 milhões de pessoas são transportadas em seus vagões todos os dias.

O trem, com 1,25 milhão de usuários diários, também é uma boa alternativa do ponto de vista ambiental. Para percorrer um quilômetro, este meio de transporte lança na atmosfera cerca de 62 gramas de CO2 por pessoa. Destaque-se, no entanto, que o trem, em São Paulo, tem função complementar à do Metrô e não cobre as áreas centrais da cidade como este último. Mas, sempre que possível, o consumidor consciente pode optar por este meio de transporte, nos trechos complementares ao Metrô, para reduzir suas emissões de CO2. Também vale cobrar dos órgãos públicos maiores investimentos para melhoria e maior conforto no transporte ferroviário.

Dia sem Carro

Por conta da poluição e da situação caótica do trânsito nas grandes cidades, o movimento Dia Sem Carro, evento internacional realizado desde 1997, vem ganhando cada vez mais adeptos em São Paulo. Nesta terceira edição, a campanha coordenada pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente ganhou o apoio de 250 entidades que fazem parte do Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade – entre elas, o Instituto Akatu.

A idéia do evento é provocar reflexão sobre a “cultura do automóvel” impregnada na sociedade, e buscar alternativas ao uso do carro, além de soluções que tragam mais qualidade de vida para os habitantes das grandes cidades. A campanha convida todos os cidadãos a, no dia 22 de setembro, deixarem seus carros na garagem. A participação, naturalmente, é voluntária e leva em consideração as condições de cada pessoa.

O ideal é que o consumidor consciente deixe o carro na garagem, mas não fique em casa, de modo a mostrar outras possibilidades de locomoção pela cidade sem o uso do seu veículo individual, andando a pé, de bicicleta ou utilizando os transportes públicos. Mesmo depois do Dia Sem Carro, o consumidor consciente pode adotar práticas como essas e, assim, ajudar a reduzir o número de carros trafegando, a aumentar a eficiência energética dos meios de transporte, e a diminuir a concentração de poluentes na atmosfera. Cada pessoa faz diferença: se um indivíduo deixa o carro na garagem uma vez por semana durante um ano – portanto, 52 dias – deixa de emitir o que uma árvore nativa da Mata Atlântica absorve durante 37 anos pelo processo de fotossíntese em seu crescimento. Se todos os 3,5 milhões de veículos que circulam diariamente na capital de São Paulo ficassem um dia por semana em casa, após um ano, cerca de 10 milhões de toneladas de CO2 deixariam de ser lançadas na atmosfera. Esse volume de carbono equivale ao que 57,5 mil árvores nativas da Mata Atlântica levariam 37 anos, durante o seu crescimento, para absorver.

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