Dia da Proteção às Florestas: saiba o que você pode fazer para conservá-las

Com hábitos de consumo consciente é possível contribuir para a preservação da Amazônia, do Cerrado e dos outros biomas essenciais à manutenção da vida na Terra

Hoje, 17 de julho, é o Dia da Proteção às Florestas. A data foi criada para lembrar que a preservação das matas é um compromisso de todos. Ainda que você more longe de uma floresta, pode contribuir para que o seu equilíbrio natural se mantenha. Como? Por meio de seus hábitos de consumo.

Proteger as florestas significa conservar a biodiversidade e, consequentemente, a nossa existência e qualidade de vida. Segundo a ONU, as florestas cobrem 30,6% de toda a superfície da Terra. São elas que nos fornecem matérias-primas essenciais, como água e alimentos. São elas a casa de grande parte da biodiversidade do planeta, além de abrigarem mais de 300 milhões de pessoas. São elas as extensas “farmácias naturais”. E também são elas que capturam o carbono, regulam o clima e ajudam a combater as mudanças climáticas. 

Se estiverem em pé, é claro. 

Nos últimos meses, os números do desmatamento na Amazônia têm sido mais que preocupantes, alarmantes mesmo. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, a derrubada de floresta cresceu 10% no mês de junho em relação ao mesmo período do ano passado, destruindo 1 mil km², um recorde desde 2015, quando os dados começaram a ser computados. De acordo com o consolidado de 2019, o desmate na Amazônia naquele ano destruiu mais de 10 mil km² (o equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol), batendo o recorde da década.

Infelizmente, o Brasil possui outros biomas que também sofrem com a devastação humana. Presente em dez estados e cobrindo uma área que corresponde a 23% do território nacional, o Cerrado é outra vítima do desmatamento: estima-se que apenas 20% da sua vegetação ainda esteja intacta (WWF).

Já a Mata Atlântica, uma das florestas mais ricas em biodiversidade, abrigando 20 mil espécies vegetais, sendo 8 mil delas endêmicas, perdeu quase 93% da sua área original (IBF). Mas há quem se esforce para reverter esse cenário: Alagoas e Rio Grande do Norte conseguiram zerar os desmatamentos em áreas com mais de 3 hectares e outros sete estados (Ceará, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo) estão próximos de atingir essa marca (SOSMA).

Agora confira o que você, consumidor, pode fazer para também ajudar a proteger as florestas:

Compre produtos de madeira certificada

Ao buscar um móvel novo para casa, por exemplo, além de refletir sobre a real necessidade da compra, informe-se sobre a origem do produto. Pesquise se a sua fonte é legal e sustentável e dê preferência para a compra de itens produzidos com madeira certificada.

Reduza seu consumo de carne bovina 

Ao reduzir o consumo de carne bovina, os impactos associados à sua produção (como o desmatamento de áreas para a criação de novos pastos) também são reduzidos. Uma alternativa é substituir a carne bovina por frango, peixe ou fontes de proteína vegetais uma ou mais vezes na semana. 

Doe para programas de conservação de florestas

Pesquise por instituições de confiança que direcionam seus esforços para a preservação das florestas, como o Greenpeace, o WWF e a SOS Mata Atlântica. Se não for possível contribuir financeiramente, defenda a causa por meio de petições, participe de discussões e apoie políticos que propõem medidas de preservação das florestas.

Não compre produtos que ameaçam a vida animal

Antes de comprar um produto de origem animal ou que use partes dele (ossos, peles, penas, etc), exija informações sobre sua origem e sobre a legalidade da venda. Se você estiver em dúvida quanto à confiabilidade da informação ou perceber que há alguma atividade suspeita, denuncie para o ICMBio ou Ibama.

 

Viu como é fácil? Mesmo de casa você pode começar a contribuir para a preservação das florestas. E lembre-se: o impacto da sua atitude pode parecer pequeno, mas se você repeti-la durante toda a sua vida, o pequeno se torna enorme. A natureza e nós todos que dela dependemos, agradecemos. 

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