Desperdício de alimentos: 26,3 milhões de toneladas são perdidas por ano

Akatu participa de debate na Globo News e defende que planejar as compras ajuda a reduzir perdas

 

Comentário Akatu: Produzir e consumir alimentos de forma a resultar produtos saudáveis e acessíveis, visando diminuir ao máximo seu desperdício é, além de uma das maneiras mais viáveis de combater a fome, um dos elementos centrais da transição para uma sociedade mais sustentável. Diferentemente do que muitos imaginam, ao lado do uso consciente de alimentos em todas as fases de compra e uso dos alimentos em casa, a redução do desperdício começa já nas etapas de plantio, armazenagem, processamento e distribuição de alimentos, que deve ser feita de forma sustentável, considerando as necessidades e possibilidades socioambientais, em prol da comunidade global e do planeta. Para o consumidor, adotar como critérios para a compra não só o preço, mas também a qualidade, a origem, as informações sobre os impactos sociais e ambientais causados pela empresa fabricante, pode trazer grandes benefícios para sua saúde, para a sociedade e para o meio ambiente.

Nações da América do Norte, Oceania, Europa e países industrializados da Ásia, como China, Japão e Coreia do Sul, são responsáveis por mais da metade de toda a comida desperdiçada no mundo.

No mundo desenvolvido, os alimentos são jogados fora com maior frequência já na fase do consumo. Em países em desenvolvimento, como nações latino-americanas, o desperdício costuma ocorrer perto do produtor, após a colheita e armazenamento.

Custos por Família

Os dados estão em um estudo divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma e pelo World Resources Institute. O lançamento coincidiu com o Dia Mundial do Meio Ambiente, no último dia 05 de junho.

Nos Estados Unidos, o desperdício de comida custa US$1,6 mil por ano para uma família de quatro pessoas. O estudo destaca ainda que o tamanho das porções nos restaurantes norte-americanos vem aumentando desde 1970. Além disso, os estabelecimentos estimulam os consumidores a comprar porções maiores, por um preço acessível.

China

Mas a tendência contribui para um desperdício maior, já que muitos não conseguem terminar as refeições, além de estimular a obesidade. O relatório afirma que em média, os norte-americanos não terminam 17% da comida consumida em restaurantes e 55% das sobras não são levadas para casa.

Já na China, US$ 32 bilhões válidos em comida são jogados fora. Na África Subsaariana, onde os agricultores ganham menos de US$ 2 por dia, as perdas na produção alimentar valem US$ 4 bilhões por ano.

Em todo o mundo, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou descartados por ano. A água utilizada para produzir essa comida que é jogada fora poderia encher 70 milhões de piscinas olímpicas. O total de terra arável usada para produzir alimentos desperdiçados é do tamanho do México.

Recomendações

O estudo destaca algumas iniciativas que estão ajudando a mudar o cenário e poderiam ser replicadas em outros países.

Nos Estados Unidos, algumas universidades suspenderam nas cafeterias o sistema de refeições em bandejas e implementaram o pagamento por peso. Com isso, uma universidade jogou fora 13 toneladas a menos de comida e conservou mais de 100 mil litros de água por ano.

Na Nigéria, um sistema de resfriamento por evaporação, chamado “zeer” e desenvolvido por um professor, pode preservar frutas e legumes sem refrigeração e conservar os alimentos por mais dias.

O estudo recomenda a criação de um padrão global para medir a perda de alimentos e uma meta de redução de 50% no desperdício de comida em todo o mundo.

Clique aqui  para ler a notícia original publicada pela Radio ONU.
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