Desafio Escolas Sustentáveis promove encontros nacional e internacional

Educadores das instituições selecionadas no Brasil trocam experiências entre si e entre representantes dos outros oito países participantes do projeto

O Instituto Akatu continua atuando junto às cinco escolas selecionadas pelo Desafio Escolas Sustentáveis, que receberam R$ 105 mil em financiamento para implementar planos de ação para promover a educação para o consumo consciente e a sustentabilidade. Além de acompanhar o desenvolvimento dos planos, que incluem melhorias na estrutura e no ensino das instituições, foram realizadas uma série de encontros virtuais para professores, coordenadores e diretores compartilharem aprendizados e expectativas.

Em outubro, um encontro reuniu os nove países participantes do Desafio, que é uma iniciativa global coordenada pelo Institute for Global Environmental Strategies (IGES) e pela One Planet Network e financiado pelo Ministério do Meio Ambiente do Japão. Além do Brasil, também participam do projeto Namíbia, África do Sul, Uganda, Camboja, Quirguistão, Filipinas, Vietnã e Suriname. 

Ao longo de quatro dias, as escolas selecionadas desses países puderam apresentar seus projetos e entender formas de se alcançar melhores resultados a partir deles. No primeiro dia, destacou-se a discussão sobre pensamentos, teorias e práticas em educação para o desenvolvimento sustentável e para estilos de vida sustentáveis, a partir de palestras dos professores Rob O’Donoghue (Rhodes University, África do Sul) e Robert Didham (Inland Norway University of Applied Science, Noruega).

“Muitas das preocupações ligadas ao desenvolvimento sustentável estão diretamente relacionadas ao nosso modo de vida e seus efeitos no meio ambiente e na sociedade. Para que a sustentabilidade seja inserida nas vivências das pessoas, o desenvolvimento sustentável deve ser relevante no nível individual. É especificamente este desafio que a educação deve buscar solucionar”, destacou o professor Robert Didham.

A palestra da professora Giselly Gomes, pesquisadora da Rede Internacional de Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA) e gerente de Educação Ambiental da Secretaria de Educação do Mato Grosso marcou o segundo dia. Ela falou sobre a experiência da criação de espaços de educação para sustentabilidade nas escolas do estado e como sua implementação abre oportunidades para uma maior participação social.

No terceiro dia, o diretor de programa do IGES, Atsushi Watabe, apresentou aos professores técnicas para o cálculo de pegada ecológica e redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), um dos objetivos do Desafio Escolas Sustentáveis. Ainda neste dia, Denise Conselheiro, gerente de Educação do Akatu, falou sobre a experiência de implementar o Desafio no Brasil, seguida por uma apresentação do plano de ação da escola vencedora nacional, o Colégio Estadual Lorêncio Correia (Curitiba-PR).

“O Instituto Akatu há 20 anos trabalha a promoção de estilos de vida sustentáveis por meio da educação e a oportunidade de implementar o Desafio Escolas Sustentáveis no Brasil foi uma oportunidade importante para superar obstáculos encontrados ao longo da nossa trajetória, em especial a falta de incentivos para a implementação de projetos. O Desafio tem sido essencial para promover o avanço da educação para a sustentabilidade em escolas brasileiras” comentou Denise Conselheiro.

Já o último dia foi marcado por uma palestra do professor Jim Taylor, da Wildlife and Environment Society of South Africa, sobre o impacto da pandemia do coronavírus na educação para o desenvolvimento sustentável, com destaque para uma troca de experiências entre os educadores presentes.

Encontro nacional

Em setembro, o Akatu realizou um encontro virtual entre as cinco escolas selecionadas pelo Desafio no Brasil para fomentar um espaço de troca de experiências e debate sobre a implementação de seus planos de ação. 

Cada escola teve a oportunidade de apresentar as atividades e os objetivos propostos em seus planos, além de contar sobre desafios e expectativas de sua implementação. Uma roda de conversa entre os presentes levantou tópicos como, por exemplo, a necessidade de engajar alunos, professores e comunidade no projeto e as estratégias necessárias para que as mudanças permaneçam nas instituições para além dos planos implementados.

“Muito além das transformações físicas na estrutura, há um legado cultural que fica. A Escola Estadual Luiz Lopes de Carvalho já se vê como uma escola sustentável”, afirmou Jaqueline Castanheira, professora coordenadora da instituição da cidade de Três Lagoas (MS), uma das selecionada pelo Desafio no Brasil.

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