Depois das ofertas na sexta, sábado é Dia Mundial Sem Compras

Após o porre de compras na “Black Friday”, vem a ressaca, e ativistas de todo o mundo alertam no “Buy Nothing Day” os perigos dos excessos

Amanhã, sábado (26/11), será comemorado em quase cem países – inclusive no Brasil – o “Buy Nothing Day” (Dia Mundial sem Compras). Mais que uma comemoração, é um dia de reflexão sobre o consumo excessivo e seus efeitos sobre a sociedade, a economia e o meio ambiente, justamente um dia após o início da temporada de compras e descontos nos Estados Unidos, celebrado como a “Black Friday”, mania que também já chegou ao Brasil.

Ativistas britânicos do Buy Nothing Day explicam que a intenção não é mudar o estilo de vida do planeta num único dia. “Seria ingênuo.” A ideia é despertar a consciência das pessoas para que comecem a perceber os impactos de seu consumo no meio ambiente.

A tradição da Black Friday vem dos anos 1960; o Buy Nothing Day foi criado nos anos 1990, trinta anos depois. Os organizadores do Dia Mundial Sem Compras afirmam que a “sequência das datas é merca coincidência”.

“Vale lembrar que todo consumo causa impacto, positivo ou negativo, na economia, nas relações sociais, na natureza e em cada indivíduo”, diz Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu. “Ao ter essa consciência, o consumidor pode buscar aumentar os impactos positivos e diminuir os negativos de seu consumo na hora de decidir por que comprar e de escolher o que comprar, de quem comprar, como comprar e de definir a maneira de usar e, depois, descartar o que não serve mais”, explica Mattar. Clique aqui para saber mais sobre o consumo consciente.

No Dia Mundial Sem Compras, portanto, dê sua contribuição. “Realize manifestações pacíficas contra os males do consumo exagerado, promova feira de trocas ou atividades conjuntas que não envolvem compras de produtos”, recomendam os ativistas em seu site.

“É claro que vale aproveitar um bom desconto, mas é importante evitar impulsos. Vale aproveitar as ofertas se elas forem de acordo com o que já estava planejado, couberem no bolso. Sempre observando os princípios do consumo consciente”, recomenda Ana Maria Wilheim, diretora executiva do Instituto Akatu.

Veja aqui os 12 princípios do consumo consciente.
Veja aqui as orientações do Procon para compras pela internet.

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