Crise Climática: o que fazer para combatê-la?  

Entenda como seus hábitos diários se relacionam com a Crise Climática e aprenda como diminuir o impacto negativo de suas ações

A Crise Climática é um assunto urgente e a sociedade civil está respondendo à ela. Indivíduos, empresas e organizações se uniram na campanha mundial #6DNow para se manifestar de maneira ativa e mobilizar a todos em ações que promovam a mudança de hábitos, a fim de diminuir os impactos da Crise Climática. Tais ações já estão sendo realizadas e terão seu ápice no próximo dia 6 de dezembro – acompanhe aqui.

O Akatu participa da campanha #6DNow e preparou um material especial para você. O objetivo é ajudá-lo a entender como atividades rotineiras – como o consumo de carne vermelha ou o uso exagerado de água – estão diretamente relacionadas com a Crise Climática.

Porque nós acreditamos no poder da informação e do ato de consumo de todo e qualquer indivíduo. Uma vez ciente dessas conexões, fica mais fácil adotar hábitos que diminuam os impactos da Crise Climática. Confira:

1. O desperdício de alimentos agrava a Crise Climática. Por quê?

Porque antes de ser desperdiçado esse alimento foi produzido, processado, armazenado e distribuído. Ou seja, apesar dele não ter sido consumido, sua cadeia produtiva emitiu altas quantidades de gases de efeito estufa –- e o acúmulo exagerado deles é a causa da Crise Climática.

A pegada de carbono anual (emissão de gases de efeito estufa decorrentes apenas da produção) dos alimentos perdidos ou desperdiçados é de 3,3 GtCO₂eq. Simplificando, se o desperdício de alimentos fosse um país, seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, atrás dos EUA e da China, representando 8% das emissões globais.

      Aprenda a combater o desperdício de alimentos:

  1. Planeje o cardápio semanal, liste seus ingredientes e compre somente o necessário para o preparo dos pratos, verificando antes o que você já tem em casa
  2. Não vá às compras com fome, isso pode induzi-lo a comprar em excesso
  3. Prefira alimentos da época e produzidos próximos a você, pois eles chegarão mais frescos e levarão mais tempo para estragar. Você ainda contribui para a economia local
  4. Utilize os alimentos integralmente: inclua sementes, talos, folhas e cascas nas receitas e reaproveite as sobras das refeições
  5. Use alimentos fora do padrão, pois são tão nutritivos quanto os demais
  6. Coloque no prato somente o suficiente para matar sua fome

2. O consumo exagerado de carne tem tudo a ver com a Crise Climática. Por quê?

Porque a pecuária global é responsável por 14,5% das emissões de gases de efeito estufa do mundo. Somente a criação de bovinos corresponde por mais de 60% desse total, em contraposição à criação de suínos e aves, responsáveis por 9% e 8%, respectivamente.

As emissões da pecuária decorrem da emissão de gás metano (um potente gás de efeito estufa) que se dá a partir do sistema digestivo do gado e da abertura novas áreas para pastagem por meio do desmatamento, que libera o CO2 armazenado nas florestas e reduz o número de árvores que capturam esse gás. No Brasil, o impacto é ainda mais preocupante: o desmatamento associado à abertura de novas pastagens é responsável por 80% de todo o desmatamento da floresta amazônica.

Confira o quanto a produção de carne bovina emite mais gases de efeito estufa quando comparada a de outras fontes proteicas (para produção de 1kg de):

  • Carne bovina: 27 kgCO2e
  • Carne de porco: 12,1 kgCO2e
  • Carne de frango: 6,9 kgCO2e
  • Atum: 6,1 kgCO2e
  • Feijão: 2 kgCO2e

      Aprenda a evitar os impactos da pecuária:

  1. Substitua a carne bovina por outras fontes animais de proteína, como frango e peixe
  2. Reduza o consumo de carne vermelha compensando com o consumo de proteínas de fontes vegetais, como feijão, soja e lentilha
  3. Ao comprar carne, prefira as que tenham selos que garantem que sua cadeia produtiva não está ligada ao desmatamento
  4. Faça parte de movimentos como o “segunda sem carne” e similares. Assim, você reduz sua pegada de carbono sem abrir mão desse alimento

3. Diminuir o consumo de energia elétrica reduz os impactos da Crise Climática. Por quê?

Porque o setor de energia, que inclui a geração de eletricidade, bem como a produção e o consumo de combustíveis fósseis, representa a terceira maior fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Também é o setor no qual as emissões mais cresceram: houve um aumento de quase quatro vezes desde 1970, segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do observatório do Clima).

A principal fonte de emissões no setor de energia são os transportes: em 2018, eles responderam por 200,2 milhões de toneladas de CO2, ou 49% do total. Em seguida vêm as emissões por consumo de energia na indústria, com 61,8 MtCO2e (15%); a produção de combustíveis, com 54,5 MtCO2e (13%); e a geração de energia elétrica, com 48,7 MtCO2e (12%).

      Aprenda a reduzir os impactos da produção e do consumo de energia:

  1. Substitua as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED, mais duráveis e eficientes energeticamente
  2. Reduza a quantidade de roupas para passar e junte o máximo de peças possível antes de fazê-lo – estender as peças logo após a retirada da máquina de lavar é um ótimo de jeito de reduzir o uso do ferro
  3. Retire os aparelhos da tomada depois do uso ou conecte-os à uma régua para acioná-los somente quando necessário
  4. Deixe janelas abertas para aproveitar a luz natural sempre que possível, mas, quando acesas, não se esqueça de apagar as luzes antes de sair do ambiente

4. Economizar água diminui os impactos da Crise Climática. Por quê?

Porque a partir do momento em que uma torneira é aberta, há consumo de água e energia. Quando utilizados filtros, máquinas de lavar, irrigadores ou até quando águas residuais são enviadas para tratamento, a energia requerida se multiplica.

Na outra ponta, na produção de energia, a água é usada, por exemplo, para girar turbinas para geração hidrelétrica, para produzir vapor em termelétricas e para resfriar equipamentos.

Um estudo de caso em San Diego, nos EUA, revelou que o uso final da água, especialmente na lavagem de roupas e nos chuveiros, consome mais energia que qualquer outra parte do transporte urbano da água e do ciclo de tratamento.

      Aprenda a reduzir o consumo de água:

  1. Diminua o tempo no banho
  2. Reaproveite a água da chuva para lavar áreas externas
  3. Recolha a água que sai da máquina de lavar para utilizá-la em outras tarefas, como lavar áreas externas e dar descarga
  4. Opte por equipamentos (torneiras e mangueiras, por exemplo) que permitam reduzir a vazão de água e mantenham a eficiência
  5. Feche as torneiras ao escovar os dentes
  6. Reaproveite a água do cozimento de alimentos no preparo de outros ingredientes da sua refeição. Ela é bastante nutritiva

5. O uso de carros é uma das grandes causas do agravamento da Crise Climática. Por quê?

Porque a maioria deles exige a queima de combustíveis fósseis (como é o caso da gasolina, derivada do petróleo), uma das principais atividades humanas em que há grande emissão dos gases de efeito estufa.

No Brasil, o setor de transportes emitiu 200 MtCO2e em 2018 (SEEG), sendo que somente os automóveis para transporte de passageiros foram responsáveis pela emissão de 60,1 MtCO2e nesse mesmo ano (SEEG²). Ou seja, 30% desse total.

      Aprenda a reduzir o uso de carro:

  1. Faça trechos curtos a pé. Além de reduzir sua pegada de carbono, a caminhada ainda contribui com a cota diária de exercícios físicos
  2. Use a bicicleta sempre que possível. Você reduz os impactos negativos ao meio ambiente associados ao seu transporte e ainda se exercita
  3. Dê preferência ao uso de transporte coletivo como ônibus, trem ou metrô
  4. Compartilhe uma carona. Você reduz a sua pegada de carbono sem sair do conforto do carro
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