Copa do Mundo é estratégica para agenda da sustentabilidade no Brasil

Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, faz declaração em evento para consolidar ações do governo em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)

Comentário Akatu: Produzir e consumir alimentos de forma a resultar produtos saudáveis e acessíveis, visando diminuir ao máximo seu desperdício, além de uma das maneiras mais viáveis de combater a fome, é um dos elementos centrais da transição para uma sociedade mais sustentável. A redução do desperdício começa já nas etapas de plantio, armazenagem, processamento e distribuição de alimentos, que devem ser feitas de forma sustentável, considerando as necessidades e possibilidades socioambientais, em prol da comunidade global e do planeta. Para o consumidor, adotar como critérios para a compra não só o preço, mas também a qualidade, a origem, as informações sobre os impactos sociais e ambientais causados pela empresa fabricante pode trazer grandes benefícios para sua saúde, para a sociedade e para o meio ambiente.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome assinaram na segunda semana de dezembro, um memorando de entendimento para cooperação em ações que estimulem cadeias sustentáveis de alimentos, a redução do desperdício de comida e o acesso a opções orgânicas e saudáveis para alimentação.

Além da Brasil Orgânico e Sustentável, campanha do governo brasileiro para incentivar o consumo consciente de alimentos e estimular a cadeia de produção de orgânicos durante a Copa do Mundo, o memorando contempla as campanhas Passaporte Verde e Pensar.Comer.Conservar, ambas promovidas pelo Pnuma e direcionadas, respectivamente, ao turismo sustentável e ao combate ao desperdício de alimentos. A cooperação também expande o trabalho da agência da ONU para um contexto social, se associando a outras atividades de desenvolvimento sustentável.

Copa do Mundo

“O Pnuma busca ampliar seu escopo de atuação no país por meio da cooperação horizontal com iniciativas abrangentes. Na área ambiental não há mais espaço para ações em pequena escala. A cooperação com o ministério não é somente algo pontual para a Copa, mas um incentivo a iniciativas que estão conectadas com a 10YPF, a plataforma de atividades de 10 anos para estímulo à produção e consumo sustentável lançada na Rio+20. Esperamos que este seja o início de uma parceria ainda maior”, destacou Denise Hamú,representante do Pnuma no Brasil.

“A Copa do Mundo é um momento estratégico para a agenda da sustentabilidade no país, uma oportunidade de mostrar o que produzimos de melhor. E temos que buscar iniciativas de grande escala. Pilotos não replicáveis não servem mais. Com a campanha, estamos dando um grande passo para a construção de uma cadeia sustentável de produção de alimentos”, comentou a ministra Tereza Campello, completando com a informação de que mais de 400 mil famílias de agricultores serão beneficiados com geração de emprego e renda e, simultaneamente, promoverão a proteção ambiental de suas propriedades.

Campanhas sustentáveis

As iniciativas buscam aproveitar o potencial da Copa do Mundo e de outros grandes eventos que terão sede no Brasil para a promoção de práticas sustentáveis. A campanha Passaporte Verde, que será reeditada em 2014, oferecerá subsídios para que turistas brasileiros e estrangeiros possam fazer escolhas sustentáveis em suas viagens durante a competição. Um site e um aplicativo serão desenvolvidos para que os próprios visitantes possam classificar estabelecimentos e atrações turísticas de acordo com o impacto sócio-ambiental de suas atividades.

Com a cooperação, o Pnuma buscará oferecer ao Ministério Desenvolvimento Social e Combate à Fome sua experiência global na implementação de campanhas e de iniciativas sustentáveis, além da expertise de 20 anos no diálogo entre meio ambiente e esporte.

Já a campanhaPensar.Comer.Conservar – Diga Não ao Desperdício, organizada pelo Pnuma em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), chama a atenção para a enorme quantidade de comida que é produzida e não consumida no mundo, gerando um grande impacto ambiental, econômico e social. A campanha foi tema do Dia Mundial do Meio Ambiente de 2013 e pautará diversas ações das Nações Unidas no próximo ano.

 

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