Consumo consciente de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, cosméticos, roupas e sapatos

Produtos são os mais procurados no Dia das Mães, veja como adquiri-los de forma sustentável

Eletrodomésticos e eletroeletrônicos
Em primeiro lugar, certifique-se de que há mesmo necessidade de trocar a geladeira, a máquina de lavar, o fogão, o micro-ondas ou qualquer outro eletrodoméstico da casa da sua mãe. Se realmente precisar comprar um novo, prefira àqueles com o selo Procel, que indica o consumo eficiente de energia.

Para se ter ideia das vantagens de adquirir aparelhos certificados, um refrigerador com o selo de classificação nível A  é, em média, 60% mais eficiente que um modelo de 10 anos atrás. Desde a criação do Procel, cerca de R$ 9 bilhões deixaram de impactar na conta de energia dos brasileiros, o equivalente a 40 meses de operação máxima e ininterrupta de Angra I, usina de energia nuclear localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Para os eletroeletrônicos, vale a dica inicial: repensar se é realmente necessário comprar um celular, máquina fotográfica, aparelho de som, computador ou notebook novos.

Se a troca for feita, encaminhe o aparelho antigo para outra pessoa que precise ou, se ele estiver quebrado, faça a entrega para reciclagem. Hoje existem várias empresas que recolhem eletrodomésticos e eletroeletrônicos e dão a destinação correta ao material, reutilizando e reciclando o que não é mais possível usar. Veja aqui onde descartar esses materiais.

Cosméticos
A grande maioria dos cosméticos usam substâncias químicas em seus processos de produção, mas existem opções de produtos processados a partir de ingredientes naturais e orgânicos. Dê preferência a este segundo grupo. É bom para a sua saúde.

Assista ao filme “A História dos Cosméticos”.  O vídeo integra o projeto “A História das Coisas” e informa que a maioria dos cosméticos encontrados no mercado estão carregados de substâncias químicas que causam problemas de saúde, como câncer e infertilidade masculina. Tudo para alertar sobre a importância do consumidor ficar atento às suas escolhas de consumo.

De qualquer forma, por lei, todo e qualquer cosmético vendido no mercado brasileiro precisa estar registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As especificações para proteger a saúde do consumidor são estipuladas pela entidade e os fabricantes estão obrigados a obedecer aos critérios definidos por ela.

Para saber se o produto é legal, procure o número de registro da embalagem, que começa com o número dois e pode ter de nove a 13 dígitos.

Alguns cosméticos de menor risco não têm numeração, mas estão regularizados na Anvisa e trazem a seguinte informação no rótulo: REs 335/99 ou REs 343/05, seguida do Número de Autorização de Funcionamento da Empresa, que também começa com o número dois.

Para verificar a veracidade da liberação pela Agência, o consumidor pode acessar o banco de dados online da Anvisa por meio do número de registro, CNPJ da empresa ou nome do produto.

Caso o cosmético não seja reconhecido pelo sistema, denuncie. As queixas devem ser encaminhadas aos Centros de Vigilâncias Sanitárias Municipais. Reclame também no Disque Saúde da Mulher, serviço do Ministério da Saúde, que atende pelo número 0800 611997.

Roupas e sapatos
Vale ficar atento às cadeias produtivas destes produtos. Fazer uma pesquisa na internet e nas redes sociais sobre as marcas das quais pretende comprar pode ajudar a escolher melhor os seus fornecedores. O noticiário nacional e internacional recente tem denunciado, por exemplo, a pratica de trabalho escravo e infantil no processo produtivo de grandes redes de vestuário com atuação no Brasil.

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