Consumidores devem evitar pilhas piratas

Pilhas e baterias falsificadas ou importadas ilegalmente possuem altas concentrações de produtos tóxicos em sua composição, causando danos ao meio ambiente

O consumidor consciente deve ficar atento ao comprar pilhas, evitando adquirir as “piratas”. Conforme André Saraiva, vice-diretor de Meio Ambiente da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), mesmo com os avanços da regulamentação do Conama, os riscos de danos ao Meio Ambiente continuam existindo por causa do excesso de pilhas e baterias falsificadas ou importadas ilegalmente, que possuem produtos tóxicos em sua composição. Ele diz que, do 1,2 bilhão de pilhas de uso doméstico em circulação no país, 400 milhões são piratas, ou seja, praticamente um terço deste mercado.

O comércio ilegal não prejudica somente as empresas, que perdem mercado e deixam de gerar empregos. Também o consumidor, que adquire um produto de qualidade inferior (durabilidade de 15% das pilhas originais, conforme a Abinee), e o governo, que deixa de arrecadar impostos sobre produtos, gerando uma cadeia onde todos saem prejudicados.

Para Saraiva, é importante que o consumidor saiba identificar as pilhas piratas, até porque algumas são muito semelhantes às originais. Além do valor, muito mais baixo que o preço praticado no mercado legal, as piratas não apresentam, na embalagem, informações sobre o fabricante, validade, modo de descarte e instruções para o uso, ao contrário das originais. Mesmo quando trazem essas informações, o idioma utilizado não é o português – mais um indício de que a pilha não é original.

Além disso, as pilhas falsificadas não passam pelos testes a que as pilhas originais são submetidas, em laboratórios cadastrados pelo governo. Saraiva lembra uma pesquisa feita na Alemanha, em que foram analisadas as pilhas falsificadas em circulação no mercado. Segundo ele, o estudo revelou que as taxas de mercúrio – metal altamente tóxico – nas pilhas falsificadas eram, em média, de 80 miligramas por unidade. Considerando que o Brasil importa ilegalmente cerca de 400 milhões de pilhas, a quantidade de mercúrio descartada, de forma muitas vezes inadequada, corresponde a 35 toneladas.

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