Consulta pública sobre rótulos de alimentos alergênicos termina no dia 18

Consulta trata das informações que devem estar disponíveis nos rótulos sobre alimentos, ingredientes, aditivos alimentares, coadjuvantes de tecnologia e matérias-primas embalados na ausência dos consumidores

Comentário Akatu: ler o rótulo de um produto antes de decidir uma compra faz parte da lista de comportamentos que indicam o consumo consciente. Se por um lado é importante que as pessoas tenham esse hábito de analisar os rótulos, por outro é essencial que as empresas divulguem essa informação de forma clara e completa. No caso dos produtos alimentícios, a rotulagem deve atender ao público alérgico, como defende o movimento Põe no Rótulo (leia o texto abaixo), de forma a garantir a segurança de quem consome o produto.

 

A consulta pública sobre a norma de rotulagem de alimentos que têm substâncias alergênicas termina na próxima segunda-feira (18). Proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a consulta teve início no dia 16 de junho e trata das informações que devem estar disponíveis nos rótulos sobre alimentos, ingredientes, aditivos alimentares, coadjuvantes de tecnologia e matérias-primas embalados na ausência dos consumidores. Sugestões podem ser enviadas por meio de formulário específico no portal da Anvisa.

A proposta de norma lista os principais alimentos alergênicos, como cereais com glúten, crustáceos, ovo, peixe, amendoim, leite, soja e castanhas, e estabelece regras para as embalagens de alimentos que contenham essas substâncias, tais como posição do alerta no rótulo, tamanho da letra e inclusive cor do fundo. O objetivo da Anvisa é que a existência dessas substâncias nos alimentos seja informada de forma clara, evitando, assim, possíveis acidentes.

Após a decisão final da agência, as indústrias terão até 12 meses para se adaptar às regras. De acordo com a proposta, elas trarão nos rótulos declarações como “Alérgicos: Contém (nomes das fontes)” ou “Alérgicos: Contém derivados de (nomes das fontes)”, conforme o caso. A presença ou ausência de glúten também deverá ser indicada.

As medidas são apoiadas pela campanha “Põe no rótulo”, criada por mães e pais de crianças que têm alergias. Ontem (15), a campanha divulgou, em sua página no Facebook, que mais de 3 mil contribuições já foram enviadas à Anvisa, por meio da consulta. A expectativa dos integrantes é que mais contribuições sejam enviadas nesses últimos dias.

Em todo o Brasil, 8% das crianças têm alergia alimentar, segundo estimativa da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Dependendo do grau de sensibilidade, o alérgico pode ter choque anafilático, fechamento da glote, além de outras reações graves que podem levar à morte.

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