Conheça a primeira ciclovia do mundo que capta energia solar

Implantada na Holanda, a ciclovia tem 70 metros de extensão e conseguiu produzir energia suficiente para abastecer três casas durante 1 ano

 Crédito: Divulgação/SolaRoad

 

Já pensou pedalar em uma ciclovia que gera eletricidade a partir da captação da energia solar? Pois essa é a proposta do projeto SolaRoad do instituto TNO (Netherlands Organisation for Applied Scientific Research) , em Kromennie, na Holanda. Implantada em novembro de 2014, a ciclovia foi construída com um material especial que substitui o asfalto e gera energia limpa a partir dos raios solares.

A via especial para bikes já tem 70 metros de extensão. No lugar do asfalto, há fileiras de células solares de silicone cristalino, revestidas de concreto e cobertas com uma fina camada de vidro temperado (fortes o suficiente para não quebrar com o peso das bicicletas). Após um ano de testes, está gerando cerca de 70 quilowatts/hora por metro quadrado. Isso é o suficiente para abastecer de energia três casas por doze meses. Até agora, cerca de 150 mil ciclistas já passaram por essa ciclovia.

E a ideia é expandir o projeto. Segundo pesquisas do TNO, cerca de 20% dos 140 mil quilômetros de estradas no país podem ser adaptadas para o uso dessas placas de captação. O pequeno teste da SolaRoad determinará se é ou não viável que mais dessas placas sejam instaladas em ruas e outras ciclovias.

Curitiba planeja criar ciclovias especiais
Assim como na Holanda, Curitiba, capital do Paraná, também pretende implantar ciclovias que geram energia limpa, a partir do segundo semestre deste ano. Mas a tecnologia será um pouquinho diferente da holandesa.

A Soundpower – empresa japonesa de tecnologia – está desenvolvendo um projeto de ciclovias com sensores que produzirão eletricidade através do som e da vibração provocados pelas bicicletas. Ou seja, quanto mais pessoas pedalarem ao mesmo tempo, mais energia será produzida. A quantidade de energia gerada será suficiente para acionar a sinalização luminosa nos cruzamentos envolvendo ciclovias e vias, além de coletar dados sobre intensidade de fluxo que irão auxiliar no planejamento de um plano de iluminação mais inteligente na cidade. O projeto piloto conta com os apoios da prefeitura da cidade e do governo japonês.

Esses projetos, além promoverem melhorias na mobilidade urbana, contribuem para um estilo de vida saudável e sustentável, afinal, pedalar faz bem à saúde, não polui, não agride o meio ambiente e não emite gases de efeito estufa (causadores do aquecimento global e das Mudanças Climáticas). E ainda traz o vantagem de produzir energia limpa a partir dos raios solares. Um modelo que, se der certo, poderá trazer benefícios para o meio ambiente e para todos.

 

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