Confira os selecionados do Desafio Escolas Sustentáveis

Projeto escolheu um representante de cada região do País para financiar conjunto de ações que promovem a educação para a sustentabilidade em escolas públicas de Ensino Básico.

Alunos do Colégio Estadual Leôncio Correia, em Curitiba (PR), contemplado pelo concurso

 

Foram quase 250 inscrições e, depois de muito trabalho da Comissão Julgadora, o Desafio Escolas Sustentáveis divulga os cinco planos de ação selecionados pelo concurso. O Colégio Estadual Leôncio Correia, de Curitiba, no Paraná, foi contemplado com o maior financiamento, de R$ 105 mil. As outras quatro escolas selecionadas receberão financiamento de R$ 30 mil.

Conheça os selecionados:

  • Colégio Estadual Leôncio Correia – Curitiba, Paraná
  • Centro de Ensino Professora Maria Helena Duarte – São Luís, Maranhão
  • Escola Municipal José Calil Ahouagi – Juiz de Fora, Minas Gerais
  • Escola Estadual Luiz Lopes de Carvalho – Três Lagoas, Mato Grosso do Sul
  • Escola Estadual Indígena Dom Lourenço Zoller – Uiramutã, Roraima

Com a verba, todas as instituições irão financiar seus planos de ação ligados à sustentabilidade, que promovem melhorias na estrutura das escolas, no ensino e na interação com a comunidade de entorno. A execução deles será feita de fevereiro a agosto de 2020.

As instituições também participarão de uma série de atividades de intercâmbio internacional de experiências com escolas selecionadas pelo projeto nos demais países participantes.

Confira os planos dos vencedores:

– Colégio Estadual Leôncio Correia

O representante da região Sul vem de Curitiba, Paraná, e busca tornar o colégio, que atende ensino fundamental e médio, em um espaço educador sustentável que promova comportamentos e valores comprometidos com a sustentabilidade socioambiental em 4 dimensões: currículo, gestão, espaço físico e comunidade escolar. Dentre as atividades previstas estão a inserção multidisciplinar da sustentabilidade no projeto político-pedagógico da escola, a separação e o descarte adequado de resíduos, a construção de uma composteira e horta agroecológica, a criação de um sistema de reaproveitamento da água da chuva e uma sala de aula específica para o aprendizado de conteúdos socioambientais.  A comunidade também será inserida no projeto, participando de oficinas, feiras, palestras e eventos.

– Centro de Ensino Professora Maria Helena Duarte

O plano representante do Nordeste apresenta ações para tornar sustentáveis a gestão, o currículo e o espaço físico da escola, que atende ensino fundamental e médio em São Luís do Maranhão. Entre as suas propostas, estão a implantação de um Observatório Escolar de Sustentabilidade para educar a comunidade sobre sustentabilidade, e de um laboratório para biomonitoramento e proteção fluviais. Além de incluir a disciplina de educação ambiental na grade curricular dos alunos, o plano promoverá também arborização da escola, a criação de ecoponto, oficinas de reciclagem de papel, separação adequada do lixo, diminuição no consumo de energia e água, consumo sustentável de insumos e construção de usinas de compostagem.

– Escola Municipal José Calil Ahouagi

A escola representante da região Sudeste vem de Juiz de Fora, Minas Gerais, e sua proposta é realizar entre os alunos e comunidade ações que promovam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo a estabelecer a ligação entre educação ambiental, agroecologia e utilização dos recursos de maneira consciente. No próximo ano, a educação para sustentabilidade será trabalhada de maneira interdisciplinar pelos professores da unidade, que atende ensino infantil e fundamental. Com a instalação de calhas e cisternas para reaproveitamento da água da chuva em horta agroecológica, os alunos e a comunidade também vão aprender sobre o consumo racional da recursos hídricos e alimentares.

– Escola Estadual Luiz Lopes de Carvalho

A valorização do trabalho em equipe e do protagonismo dos estudantes é o grande diferencial da escola representante da região Centro-Oeste, que vem do município de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, e atende ensino fundamental e médio. A proposta defendida pela escola é de impulsionar os alunos a trabalhar em prol da sustentabilidade, com atividades simples e práticas, como oficinas de reciclagem, projetos de compostagem, oficinas de produção de sabão caseiro, oficinas de reaproveitamento e tratamento da água e organização de horta para uso na merenda.

– Escola Estadual Indígena Dom Lourenço Zoller

A escola representante da região Norte faz parte da comunidade indígena Pedra Preta da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Uiramutã, Roraima, e quer incentivar a alimentação saudável e sustentável. Para atingir a proposta, a escola irá cultivar hortaliças, vegetais, temperos e ervas medicinais, sem o uso de agrotóxicos, e de maneira ecologicamente correta. Além disso, a intenção é de compartilhar conhecimentos sobre o aproveitamento, o consumo, a conservação, a produção e a composição nutricional dos alimentos, assim como orientar a comunidade em geral para o desenvolvimento de hábitos alimentares equilibrados, saudáveis, de qualidade e de baixo custo.

O que é o Desafio Escolas Sustentáveis?

O Desafio Escolas Sustentáveis é uma iniciativa realizada pelo Instituto Akatu com objetivo de estimular cada vez mais a cultura do consumo consciente e da sustentabilidade dentro das escolas públicas. Faz parte de um esforço global coordenado pelo IGES e pela One Planet Network e financiado pelo Ministério do Meio Ambiente do Japão. Além do Brasil, também participam da ação a Namíbia, África do Sul, Uganda, Camboja, Quirguistão, Filipinas, Vietnã e Suriname.

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