Conferência Ethos 20 anos: Helio Mattar fala sobre responsabilidade social empresarial

Diretor-presidente do Instituto Akatu palestrou sobre o papel da instituição nas ações das empresas

O diretor-presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar, participou do evento que marcou os 20 anos de criação do Instituto Ethos. O executivo esteve presente no palco “Organizações, movimentos e iniciativas na trajetória da responsabilidade social no Brasil – 20 anos de Instituto Ethos”. A Conferência Ethos 20 anos ocorreu em São Paulo, nos dias 25 e 26 de setembro.

O evento contou com seis palcos simultâneos, no formato 360°, com diálogos sobre temas como direitos humanos, integridade, meio ambiente, tecnologia, gestão sustentável, empresas e negócios, empreendedorismo e economia.

Junto com Mattar, a mesa também contou com Marcelo Linguitte, sócio da Griscom, especialista em sustentabilidade empresarial, ética e gestão de stakeholders, Mércia Silva, diretora executiva do InPACTO e Zuleica Goulart, coordenadora de mobilização da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis.

Helio Mattar compartilhou com o público a sua experiência com o Instituto Ethos. “Depois dos dois primeiros anos da organização, começamos a refletir sobre os impactos positivos da valorização de ações sustentáveis de empresas por parte dos consumidores. E se os consumidores dessem preferência às marcas que são reconhecidas por seus valores?”, questionou Mattar.

Foi nesse momento que, dentro do Instituto Ethos foi plantado o embrião do Instituto Akatu. “Percebemos que os consumidores também são indutores da responsabilidade social de uma empresa e, por isso, era o momento de trabalhar e mobilizar esses consumidores para uma mudança”, disse.

O Akatu surgiu em 2001 como resultado desse interesse por parte da sociedade civil em saber mais sobre a atuação social das empresas, como foi apontado em pesquisas da época. “Naquele momento, ficou mais perceptível para o consumidor que a sua ação individual tinha impacto na cadeia de valor das empresas e que as suas atitudes do dia a dia definiam as características do mundo em que se quer viver”, afirmou o diretor-presidente do Akatu.

Por fim, Mattar concluiu que, apesar de 20 anos depois novas instituições terem surgido para impactar da melhor forma o mundo em que vivemos, ainda é preciso fazer mais. “Em 2010, nós passamos a adotar os 20 anos seguintes como data limite para as mudanças nos dados de resíduos, de clima, de energia etc. Mas agora, talvez seja necessário renovar esses 20 anos, uma vez que muito ainda deve ser feito para alcançar mudanças efetivas no comportamento das pessoas e no planeta. Por isso, tanto o Ethos quanto o Akatu precisam fazer muito mais do que estão fazendo, devem olhar para a sustentabilidade e se perguntar o que deve ser feito hoje para evitar que precisemos de 70% a mais do que a Terra pode regenerar, como tem acontecido hoje como resultado do nosso consumo insustentável. Com certeza é um desafio e é uma pergunta complexa, mas é o que deve nos nortear nesse momento de modo a mobilizar mais e melhor a sociedade”, finalizou

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