Compromisso para a Rio+20 é formalizado na Conferência Ethos 2012

Padrões sustentáveis de produção e consumo fazem parte da agenda proposta pelo Instituto Ethos, empresas e organizações parceiras; Akatu participa do processo de construção do conteúdo

A Conferência Ethos Internacional 2012, que aconteceu de 11 a 13 de junho, no Hotel Transamérica, em São Paulo, teve como tema “A Empresa e a Nova Economia. O Que Muda com a Rio+20?”, o evento abrigou discussões mediadas por especialistas do setor e contou com oficinas sobre os principais temas de debate e decisão na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece no Rio de Janeiro, de 13 a 22 de junho. Para cada tema discutido durante a Conferência Ethos, foram elaboradas três propostas visando à construção de um novo modelo econômico sustentável. As propostas serão encaminhadas ao governo brasileiro e levadas à Rio+20 e à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Instituto Ethos e entidades parceiras.

Os dez temas norteadores das discussões da Rio+20 estavam na agenda da Conferência. Os participantes do evento indicaram três propostas para cada um desses temas que compõem o documento Posicionamento do Instituto Ethos, parceiros e empresas para a construção do futuro que queremos.O Akatu fez parte de todo o processo de construção desse documento que iniciou em 2011.

As propostas acordadas durante a Conferência sobre o “Estabelecimento de padrões sustentáveis de produção e consumo” foram:

• Direcionar o marco regulatório no sentido de fortalecer a estrutura de educação e comunicação para promover o consumo sustentável.

• Desenvolver e implantar políticas nacionais de produção e consumo sustentável articuladas com os programas do governo e com os planos estratégicos empresariais e setoriais. As políticas devem endereçar os seguintes itens:
a) Medidas fiscais e subsídios para alavancar os padrões de sustentabilidade dos produtos e serviços e desvalorizar a obsolescência programada de produtos;
b) Regulamentação das compras públicas a partir de critérios de sustentabilidade;
c) Criação de um fórum global para trocas de conhecimento, tecnologia e soluções.

• Criar uma plataforma para desenvolvimento de uma metodologia de inventário de recursos naturais globais e de uma ferramenta para gestão eficiente integrada dos temas ambientais. Incentivar uma rotulagem ambiental que permita a avaliação dos impactos do uso de recursos naturais de forma integrada, considerando o impacto do ciclo de vida.

Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, e André Leal, da Braskem, foram os debatedores da oficina “Estabelecimento de padrões sustentáveis de produção e consumo” que deu origem às propostas consolidadas sobre o tema.

A sociedade hoje é legitimada pelo consumo, em que cada indivíduo é representado por aquilo que possui e que lhe traz status. Mattar evidenciou essa relação ao dizer que “precisamos consumir para viver e não o contrário. A obsolescência programada dos bens de consumo nos leva a adquirir novos produtos sem nos perguntarmos sobre sua real necessidade. O consumo desenfreado torna as pessoas cada vez mais infelizes e insatisfeitas. Não podemos ser representados por aquilo que possuímos”.

Veja a palestra.
Com informações do Instituto Ethos.

 

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