Como será a vida sem sacolinhas plásticas descartáveis?

Seguidores do Akatu no Twitter e no Facebook enviam suas dúvidas e o Akatu dá as alternativas

Agora é lei: a partir de zero hora de 1º de janeiro próximo, as sacolinhas plásticas estarão banidas do comércio da cidade de São Paulo, não podendo ser distribuídas gratuitamente e até mesmo vendidas. O que fazer sem a sacolinha no dia-a-dia?

 

Como carregar as compras?

Muitos consumidores já dispensam as sacolinhas plásticas e transportam suas compras em sacolas retornáveis de algodão, lona ou mesmo de plástico resistente, como as sacolas de feiras e as sacolas de PET reciclado. Outra solução é usar caixas de papelão, que são oferecidas gratuitamente pelos supermercados, e carrinhos de compra, aqueles usados em feiras livres.

Os chamados saquinhos plásticos orgânicos (feitos de cana ou milho) ou os chamados biodegradáveis, oxidegradáveis, oxibiodegradáveis e variações também estão proibidos?

Sim. Nenhum tipo de saquinho plástico pode ser vendido ou distribuído para carregar as compras no comércio.

Como recolher o lixo em casa? Dos banheiro,  da cozinha?...

Forrar os diversos cestinhos de lixo com dobradura de jornal é uma saída. Veja como fazer a dobradura. O consumidor deve manter um único cesto grande de lixo, com os tradicionais sacos pretos – preferencialmente feitos de plástico reciclado – e juntar todos os “saquinhos de jornal” nesse saco maior para retirar para a coleta. As lojas de material plástico continuam a vender os saquinhos, o consumidor também pode comprá-los nessas lojas especializadas. A vantagem é que comprando o consumidor vai usar com muito mais consciência e economia do que quando ganhava no supermercado, na livraria, na padaria, na videolocadora…


Mas o jornal também polui a natureza e faz volume no aterro sanitário.

Nenhum resíduo deve ser descartado direto na natureza. Nem plástico nem jornal nem PET, nada! Todos devem ser recolhidos em casa e postos fora para a coleta, no máximo duas horas antes de o caminhão coletor de lixo passar. Não esquecer também de separar os resíduos chamados de secos ou limpos (vidro, PET, plástico, jornal, papel, latinhas) para a coleta seletiva. Sobre o uso de jornal como saquinho de lixo: a principal diferença é que o jornal leva até seis meses para se decompor, já as sacolas plásticas comuns levam até 400 anos, segundo as empresas de limpeza urbana de São Paulo e do Rio. Além disso, quando descartadas de forma incorreta, as sacolas plásticas degradam a biodiversidade de rios, lagos e mares. Mais: os fragmentos de plástico atraem poluição dispersa na água. Já foram recolhidos no Oceano Pacífico, por exemplo, grânulos de plástico que continham uma concentração 1 milhão de vezes maior de poluentes e resíduos tóxicos do que a água do entorno. No meio urbano, os sacos plásticos entopem bueiros e galerias pluviais e contribuem para enchentes e inundações. Além disso, o plástico é fabricado a partir do petróleo; a redução do uso desse material contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, que causam aquecimento global.

E o saco grande para lixo, fica proibido também?

Não. A venda de sacos de lixo ou de sacos plásticos nas lojas de material plástico está liberada. Ficam proibidas a distribuição e a venda de sacolinhas para embalar as compras no próprio empreendimento. Ou seja, o supermercado, a padaria e todo o varejo estão proibidos de distribuir ou vender as sacolinhas da saída do caixa, como acontece hoje.

E os saquinhos transparentes para frutas e verduras soltas na feira, no “sacolão” ou mesmo no setor de hortifrúti dos supermercados?

Estão liberados. Frutas e verduras a granel podem ser embaladas nos saquinhos específicos. Também estão liberados os saquinhos originais dos produtos, como pacotes de balas, bolachas, feijão, arroz, açúcar etc. Também não foram proibidos os sacos plásticos para produtos que vertem líquido, como frango, carnes, frios, congelados em geral… O princípio da lei é evitar o uso de uma segunda embalagem de plástico para o mesmo produto ao passar no caixa. A ideia é acabar com o saquinho dentro do saquinho.

E se eu quiser levar as sacolinhas da minha casa para o mercado? Eu serei multado?

Não. O consumidor terá a opção de trazer a sacola que quiser de casa e não será multado. A restrição é para o comércio em geral. Mas a dica do Akatu é não usar sacolinhas descartáveis. Mantenha sacolas reutilizáveis, carregue sempre uma dobrada na bolsa ou na mochila. Você estará sempre prevenida ou prevenido no mercado, na padaria, na papelaria, na farmácia…
Em alguns condomínios, jogar lixo diretamente no saco preto do andar é considerado infração grave, por gerar mau odor e atrair insetos. Como fazer?

A lei municipal é superior às normas dos condomínios. Portanto, as regras dos condomínios terão de se adaptar à nova lei. Os moradores devem se reunir e discutir alternativas. Já será um bom momento para pensar mais medidas de consumo consciente também de água, energia e outros recursos no condomínio e nos apartamentos ou casas.

 
Como recolher o cocô do cachorro na calçada, já que, até agora, as sacolinhas plásticas eram usadas para este fim.

Em pazinhas de plástico duro e depois despejar no saco preto de lixo orgânico em casa.  Ou recolher os dejetos em saquinhos de papel ou feitos de dobraduras de papel. Outra saída é usar luvinhas plásticas descartáveis; você recolhe o cocô, vira do lado contrário e já a utiliza como um saquinho.

 

Se você tiver outras dúvidas, deixe a sua mensagem no comentário abaixo ou pergunte para o Akatu no twitter ou no facebook.

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