Como avaliar o bem-estar das pessoas?

Saúde, emprego, segurança, qualidade de interações sociais e renda fazem parte de uma métrica de bem-estar proposta por economistas belgas

Para 60% dos entrevistados da pesquisa Akatu, conviver bem com a família e com os amigos os aproxima mais da felicidade – Crédito da foto: Creative Commons/Daniel Johnston

 

Há um crescente consenso de que o bem-estar de uma nação não pode ser avaliado apenas pela renda da população. As pessoas valorizam outros aspectos da vida como ter saúde e uma boa convivência com amigos e família, como apontou pesquisa do Akatu “Rumo à Sociedade do Bem-Estar”, e não apenas o bem estar diretamente derivado da sua renda.

Uma métrica diferente, que não considera só a renda na avaliação do bem-estar, foi estudada por uma dupla de pesquisadores do Departamento de Economia da Universidade Católica de Leven, na Bélgica. Uma mensuração por “renda equivalente”, proposta pelos economistas, leva em consideração aspectos como saúde, desemprego, segurança e qualidade de interações sociais, além da renda em si.

A tabela abaixo, que inclui 18 países europeus em 2010, mostra a diferença entre três medições: renda média, satisfação média e “renda equivalente” média.  Veja o ranking a seguir:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Observe como os resultados são interessantes: os dinamarqueses são mais “satisfeitos” do que “ricos”, enquanto os franceses são o oposto. Essas diferenças não são tão gritantes ao se comparar a “renda equivalente”, o que sugere que a “satisfação” depende muito de diferenças culturais.

Já no caso de países como a Alemanha e a Holanda, não há inversão nos 3 rankings, mas eles estão em posições piores em “satisfação subjetiva” e em “renda equivalente” quando comparados apenas em “renda”. Isso indica que a renda mais alta, em si, não é acompanhada na mesma proporção ao ser comparado seu ranking com aqueles baseados nos indicadores de satisfação subjetiva e de renda equivalente, mais baixos nos dois casos.

O Instituto Akatu considera o consumo consciente como essencial para a construção de uma sociedade do bem-estar. Busca, nesse caminho, apontar que a capacidade de consumo, diretamente relacionada à renda das pessoas, não garante o bem estar. De fato, a pesquisa “Akatu 2012: Rumo à Sociedade do Bem-Estar” revelou que, ao sermos  indagados “o que é felicidade para você?”, dois terços dos entrevistados indicaram que estar saudável e/ou ter sua família saudável é um fator essencial de felicidade. E, para 60% do público que respondeu à pesquisa, conviver bem com a família e os amigos também os aproxima mais da felicidade. Portanto, esses aspectos são mais importantes do que os aspectos financeiros e a posse de bens.

Isso provavelmente confirma, para o Brasil, o mesmo fenômeno revelado para alguns países no estudo da universidade belga, nos quais a “satisfação subjetiva” vem de outros fatores que não diretamente a “renda”. A alegria dos brasileiros, que é intensa em todas as classes de renda, aponta claramente nessa direção.

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