Combate à fome passa por monitorar desperdício de alimentos

Segundo FAO, mundo precisa de “pensamento inovador” para evitar perda anual de 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano

Comentário Akatu: Produzir e consumir alimentos de forma a resultar produtos saudáveis, que os torne acessíveis, com distribuição mais igualitária e equilibrada, e visando diminuir ao máximo seu desperdício é uma das maneiras mais viáveis de combater a fome. Diferentemente do que muitos imaginam, ao lado do uso consciente de alimentos em todas as fases de compra e uso dos alimentos em casa, a redução do desperdício começa já nas etapas de plantio, armazenagem, processamento e distribuição de alimentos, que deve ser feita de forma sustentável, considerando as necessidades e possibilidades socioambientais, em prol da comunidade global e do planeta. E cada um também pode contribuir diretamente no combate à fome fazendo escolhas mais conscientes na compra e uso de alimentos.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, afirmou que o combate à fome só pode ser feito com a reversão do desperdício de comida no mundo. Todos os anos, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são jogadas no lixo. Um prejuízo de US$ 750 bilhões, equivalentes a mais de R$ 1,6 trilhão. O alerta foi feito nesta segunda-feira durante a realização do Fórum Green Global Growth, em Copenhague, capital da Dinamarca.

Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, o mundo tem que começar a mensurar e a cortar a perda de comida na cadeia alimentícia. Segundo Graziano da Silva, se os países conseguirem reduzir as perdas ou até mesmo zerar o desperdício, mais 2 bilhões de pessoas poderão ser alimentadas.

Prioridades

O chefe da FAO informou que uma das prioridades da agência é abrir suas portas para potenciais aliados. A maioria do desperdício de alimentos ocorre em fases como a da pós-produção, da colheita, do transporte e estoques. A causa principal, em países em desenvolvimento, é a falta de infraestrutura.

Já em nações desenvolvidas, as perdas ocorrem nas etapas de marketing e de  consumo da comida.

Graziano da Silva lembrou que a iniciativa para zerar o desperdício de alimentos é um dos pontos do Desafio Fome Zero, lançado pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a conferência Rio + 20, no Rio de Janeiro.

Para a FAO, é preciso adotar um “pensamento inovador” para evitar que a comida seja jogada fora por lares e pelo mercado.

Na Europa e na América do Norte, o desperdício de comida é de cerca de 100 quilos per capita. Já na África, este número baixa para menos de 10 quilos por ano, por pessoa.

Clique aqui para ler a notícia original publicada pela Rádio ONU.

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