Cientistas alertam: desaceleração do aquecimento global é ilusória

Causas naturais explicam porque o aumento das temperaturas está mais lento, mas a tendência ainda é a elevação das médias globais

Comentário Akatu: Como destaca a matéria abaixo, apesar de estudos recentes apontarem que a taxa de crescimento na última década será menor que o previsto, o aquecimento global continua aumentando. E como consequência disso, eventos climáticos extremos como inundações, secas e variações térmicas abruptas, têm se tornado mais frequentes e prolongados, o que evidencia a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores podem colaborar e ser parte da solução desse problema. Percebendo-se como cidadãos, podem consumir com mais consciência e pressionar as empresas para produzirem de forma mais limpa. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

Entre 1998 e 2012, a taxa de aquecimento global foi de 0,04°C por década, abaixo dos 0,17°C registrados entre 1970 e 1998. Essa informação vem sendo usada por grupos variados que defendem não ser necessário realizar nenhum tipo de ação para lidar com as mudanças climáticas, já que elas na realidade jamais irão acontecer.

No último dia 22 de julho, o Met Office, o serviço meteorológico britânico, divulgou três novos artigos explicando o porquê dessa desaceleração, e, em uma coletiva de imprensa, destacou que é um erro imaginar que o aquecimento global está acabando.

“É esperado que haja períodos de aquecimento mais lento. Mas as temperaturas médias globais seguem muito altas, lembrem que 12 dos 14 anos mais quentes já registrados aconteceram depois do ano 2000”, afirmou Peter Stott, climatologista do Met Office.

Segundo os pesquisadores, independentemente da recente desaceleração, a tendência atual é de que o planeta ultrapasse a marca de um aquecimento global de 2°C ainda neste século, o que seria suficiente para fazer com que sofrêssemos as piores consequências das mudanças climáticas.

De acordo com Rowan Sutton, diretor do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas, a diminuição no ritmo de aquecimento apenas significa que a barreira dos 2°C será ultrapassada um pouco mais tarde. “Se continuarmos com a atual trajetória de emissões de gases do efeito estufa, os 2°C serão alcançados por volta de 2060”.

Causas naturais foram apontadas como as responsáveis pela recente desaceleração das temperaturas, entre elas: o mínimo solar registrado em 2008/2009, quando o sol é menos ativo; a erupção do vulcão Eyjafjallajökull em 2010, lançando cinzas que refletiram raios solares de volta para o espaço; e, principalmente, a absorção do calor pelos oceanos profundos, que atualmente se encontram com temperaturas bem acima do normal.

“As variações naturais são importantes e influenciam nas medições, assim é preciso ter em mente que o ciclo climático é também variável. Mas, ressaltamos, a tendência ainda é de elevação das temperaturas para as próximas décadas”, concluiu Stott.

Clique aqui para ler a notícia original publicada pelo Instituto CarbonoBrasil.

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