Cidadão pode usar a internet para agendar coleta de eletroeletrônicos

Serviço gratuito em domicílio é realizado por empresa que separa e vende o material para diferentes indústrias

Quem pratica o consumo consciente se depara com o dilema da falta de postos de coleta de recicláveis, principalmente quando se tratam de eletroeletrônicos. Sem saber onde entregar, muitos transformam parte da casa em depósito. Observando que a reciclagem é um nicho de mercado, uma empresa da cidade de São Paulo iniciou um serviço gratuito de recolhimento a domicílio de aparelhos eletrônicos em desuso por meio do agendamento na internet.

Funcionando há pouco mais de um ano para a região metropolitana de São Paulo, a Cidadão Eco aceita equipamentos de informática, placas de computador, celular, carregadores, aparelhos de TV, som, DVD, câmeras, acessórios diversos, fios e até mídias (CDs, DVDs e vídeocassetes). Para pedir o serviço gratuito, é necessário acessar o site da empresa e preencher um formulário com nome, endereço, tipo de eletroeletrônico a ser entregue e data para o recolhimento.

Os moradores de outras cidades e estados fora de São Paulo não são contemplados com a coleta, mas poderão encaminhar aparelhos obsoletos para a Cidadão Eco via correio.

Depois de recolhidos, os eletrônicos são desmontados e vendidos para usinas de reciclagem. “Separamos plástico, vidro, ferro, papel e as partes eletrônicas, como placas e fios. Cada tipo de material é encaminhado para uma indústria diferente e reutilizado como matéria-prima”, explica Paulino Andrade, idealizador do projeto.

Além de contar com o serviço online, a Cidadão Eco tem realizado parceria com estabelecimentos comerciais para que se tornem postos autorizados de descarte. O recolhimento nestes locais é feito a cada 200Kg de eletroeletrônicos acumulados.

 

Logística reversa

A logística reversa está contemplada na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e é um dos pontos fundamentais para o sucesso da gestão de resíduos no país. Regulamentada em dezembro de 2010 e ainda em processo de implementação pelo governo, as empresas terão até quatro anos para se adaptar à lei e se responsabilizar pelo recolhimento dos resíduos resultantes dos produtos que vendem.

 

 

 

 

 

 

 

 

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