China e EUA estabelecem novas metas para emissão de gases

O encontro entre os dois presidentes ocorreu no dia 12 de novembro, em Pequim. Ambos prometeram reduzir a poluição em seus países

A cidade poluída de Lifen, na China .Crédito: Creative commons/Bert van Dijk

 

Comentário Akatu: O aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera é uma das principais responsáveis pelo crescente aquecimento global, por isso a importância no acordo entre EUA e China sobre a emissão de gases de efeito estufa mencionado na reportagem abaixo. Esse problema sinaliza a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Não é somente a poluição industrial que gera esse tipo de alteração climática: desmatamento, exploração pecuária em larga escala, utilização de meios de transportes movidos a combustíveis fósseis e energias geradas de forma poluente também entram nessa lista. Se os consumidores são parte da origem do problema, também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

 

A China e os Estados Unidos, os dois principais emissores de gases de efeito estufa, definiram no dia 12 de novembro, em Pequim, novas metas com vista à redução das emissões de gás carbônico, informou a Casa Branca em comunicado.

A China, primeiro emissor mundial, estabeleceu que as suas emissões de gases de efeito estufa atinjam o ponto máximo “por volta de 2030″, mostrando a intenção de “tentar atingir o pico mais cedo” do que isso, anunciou a Casa Branca.

É a primeira vez que a China – o maior poluidor mundial – estabelece data, ainda que aproximada, para que as suas emissões de gás carbônico parem de aumentar.

Por sua vez, os Estados Unidos comprometeram-se a atingir, até 2025, uma redução entre 26% e 28% das suas emissões registradas em 2005.

Cientistas têm alertado para a necessidade de medidas drásticas a fim de combater o aquecimento global. As metas anunciadas hoje antecedem a Conferência do Clima em Paris que, em 2015, deverá aprovar, pela primeira vez, um acordo global ambicioso.

Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniram-se no dia 12 de novembro no Grande Palácio do Povo, em Pequim, para nova rodada de conversações.

Obama chegou a Pequim na segunda-feira (10),em visita de oito dias pela Ásia-Pacífico, que inclui a Birmânia e a Austrália.

 

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