Campanha pede clareza de informações nos rótulos dos produtos alimentícios

Grupo de famílias de alérgicos de várias regiões do Brasil promove a campanha Põe no Rótulo, que defende a rotulagem correta de alimentos que causam alergia e intolerância

Crédito: Divulgação

 

Comentário Akatu: ler o rótulo de um produto antes de decidir uma compra faz parte da lista de comportamentos que indicam o consumo consciente. Se por um lado é importante que as pessoas tenham esse hábito de analisar os rótulos, por outro é essencial que as empresas divulguem essa informação de forma clara e completa. No caso dos produtos alimentícios, a rotulagem deve atender ao público alérgico, como defende o movimento Põe no Rótulo (leia o texto abaixo), de forma a garantir a segurança de quem consome o produto.

 

A alergia alimentar atinge 8% das crianças e 2% dos adultos, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai). As reações de alergia podem ser leves, como uma simples coceira nos lábios, até reações graves, como o chamado choque anafilático, que podem ser até fatal. Por isso, quem sofre de alergia alimentar precisa estar atento a tudo o que come.

Mas os rótulos dos produtos industrializados nem sempre são claros em relação aos alimentos alérgenos como leite de vaca, soja, ovo, crustáceos e amendoim. Por conta desse problema, um grupo de famílias de alérgicos de várias regiões do Brasil criou no início deste ano a campanha Põe no Rótulo, que defende a rotulagem correta, clara e detalhada de produtos alimentícios.

A campanha tem como objetivo esclarecer a população sobre o assunto e pressionar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na condução obrigatoriedade da rotulagem completa dos alimentos. Com a mobilização, a Anvisa abriu uma consulta pública sobre rotulagem de alimentos alergênicos que recebe contribuições da população até o dia 18 de agosto.

A advogada Cecilia Cury, uma das idealizadoras do Põe no Rótulo, começou a enfrentar dificuldades para escolher seus alimentos no supermercado quando seu filho mais novo tinha um mês de vida e teve diagnóstico de alergia alimentar. “Para manter a amamentação, precisei excluir uma série de ingredientes da minha alimentação e fui percebendo o desafio que uma pessoa com alergia alimentar enfrenta a cada compra no mercado, a cada refeição”, conta.

Um dos problemas enfrentados pelos alérgicos é que os rótulos não mencionam o risco de um produto conter resquícios de outros alimentos por conta do compartilhamento de maquinário nas indústrias. Por menores que sejam, esses resquícios podem fazer mal a alguém que tenha sensibilidade ao alimento.

O grupo defende que haja no rótulo uma lista dos alimentos alérgenos mais comuns presentes no produto embalado – atualmente, essa diferenciação acontece apenas para o glúten.

Com forte atuação nas redes sociais, a campanha já teve o apoio de famosos como o ex-jogador de futebol Zico e os músicos Gusttavo Lima e Tony Belotto, que publicaram (ou se fotografaram) com a hashtag #poenorotulo. A página da campanha Põe no Rótulo no Facebook já tem 65 mil fãs.

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