Brasil pretende apresentar plano para cumprir o Acordo de Paris neste mês

O governo fará uma consulta pública sobre o assunto para que todos os setores envolvidos com emissões de gases GEE possam se manifestar.

Zona Norte da cidade de São Paulo. Crédito: Creative commons/Ricardo Castro Santos

 

Até o final deste mês, o Brasil deverá apresentar para consulta pública uma proposta de implementação de suas metas de redução de gases de efeito estufa (GEE), com o objetivo de cumprir o compromisso acertado no Acordo de Paris, que entrou em vigor no dia 4 de novembro. O governo brasileiro se comprometeu a reduzir as emissões totais em 37% até  até 2025 e 43% até 2030, em comparação com valores de 2005. Para atingir isso, listou algumas medidas, como zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, recuperar 12 milhões de hectares de florestas, restaurar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas, e garantir a presença de 32% de fontes renováveis como solar, eólica, biomassa e etanol na matriz energética.

A Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente pretende elaborar a proposta a partir do resultado de uma consultoria que foi encomendada para apresentar sugestões de caminhos para se cumprir as metas setoriais do País e também propor meios de financiar essas ações. A Secretaria também irá compartilhar o documento com ministérios que se relacionam com a questão como Minas e Energia, Agricultura, Ciência, Fazenda, Planejamento e Cidades. A ideia é que o plano esteja disponível para consulta pública a partir do final deste mês, e que seja finalizado até julho de 2017.

Uma das ideias da proposta é criar o “green bonds” (títulos verdes), com o objetivo de ajudar a financiar as ações. Ainda não há dados quantitativos sobre quanto custaria alcançar todas as metas.   Alguns estudos já indicaram que, para recuperar os 12 milhões de hectares seriam necessários até R$ 52 bilhões. Já zerar o desmatamento poderia custar R$ 5 bilhões ao ano até 2030.

COP 22, em Marrakech
O Brasil participará da Conferência do Clima de Marrakech (COP22), no Marrocos – evento que começou hoje e vai até o dia 18 de novembro. O objetivo é ajudar nas negociações em torno do estabelecimento das regras para a implementação global do Acordo de Paris, principalmente no que diz respeito ao setor de florestas e uso da terra no combate ao desmatamento. Há expectativa de que o Brasil possa aderir ao chamado Bonn Challenge, que tem uma meta a restauração de 150 milhões de hectares, em todo o mundo, de florestas degradadas até 2020.

Consumo consciente e combate às mudanças climáticas
Os consumidores também são parte da origem desse grave problema ligado às emissões de gases de efeito estufa, mas também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Também podem contribuir com pequenas atitudes, como, por exemplo, optar pelo transporte público ao invés de carros movidos a combustíveis fósseis, não desperdiçar alimentos e nem gerar em excesso resíduos sólidos orgânicos ou comprar madeira certificada. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

 

Leia mais:

Acordo de Paris entra em vigor, mas ONU alerta para necessidade de medidas urgentes

Brasil ratifica acordo do clima de Paris

Gostou da notícia? Compartilhe!
Ajude a disseminar o Consumo Consciente entre os seus amigos.
Compartilhe:
Leia mais: