Brasil é segunda nação do mundo que mais protege seus ecossistemas

Governo brasileiro mantém 243 unidades de conservação, abrangendo oito das onze categorias previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Comentário AkatuApesar desta boa notícia, o Brasil ainda apresenta altos índices de desmatamento ilegal, especialmente na região amazônica. O consumidor consciente ajuda a frear esta tendência ao não consumir produtos fabricados com madeira sem certificação ambiental.

A estratégia brasileira de criação de áreas protegidas faz do país a segunda nação do mundo em termos percentuais que mais protege ambientalmente seu território, suas espécies e seus ecossistemas. Ao todo, o governo brasileiro mantém 243 unidades de conservação, abrangendo oito das onze categorias previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Isso sem contar com as reservas particulares criadas por iniciativa dos proprietários e homologadas pela União. Juntas, essas unidades somam 52 milhões de hectares representativos de todos os biomas nacionais. A mais completa publicação sobre essas unidades de conservação federais chega ao público brasileiro pelas mãos da editora Metalivros e apoio técnico científico do Ibama.

Trata-se de uma publicação de 336 páginas impressas em cores e ilustrada com textos inéditos e cerca de 200 fotos de todas as unidades, revelando paisagens e espécies características de cada bioma. Imagens de satélite e mais de 40 mapas também foram produzidos especialmente para a obra que será referência obrigatória sobre o assunto no Brasil. Cada unidade de conservação é apresentada no âmbito de sua região, porém agrupada dentro da categoria a que pertence.

As categorias de unidades de conservação federais existentes no país são as seguintes: parque nacional, reserva biológica, estação ecológica, refúgio de vida silvestre, área de proteção ambiental, área de relevante interesse ecológico, reserva extrativista, floresta nacional e reserva particular do patrimônio natural.

Cada uma delas cumpre um papel dentro da estratégia brasileira de conservação da natureza. Algumas delas, permitem o uso sustentável dos recursos naturais, como é o caso das florestas nacionais e reservas extrativistas. Outras permitem apenas o uso indireto para ações de educação e turismo, a exemplo dos parques nacionais e reservas particulares. Existem ainda aquelas cuja finalidade se destina apenas para a pesquisa científica, estando restritas ao acesso de público. Este é o caso das estações ecológicas e reservas biológicas.

O trabalho de criação, implantação e gestão de unidades de conservação no Brasil foi iniciado em 1937 com a criação do Parque Nacional de Itatiaia, entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Com o surgimento do Ibama, em 1989, o desenvolvimento de mapeamentos detalhados das antigas e das atuais UCs foi primordial para o gerenciamento ambiental.

As primeiras unidades de conservação, reservas ou áreas protegidas, conforme seja a denominação que se queira usar, surgiram provavelmente no Oriente próximo, na região hoje dominada pelo Iraque, como uma prática do povo assírio, fundador de uma importante civilização que floresceu entre os rios Tigre e Eufrates. Os assírios reservavam determinadas áreas para a prática da caça e ali não se podia desenvolver outras atividades, estabelecendo um primórdio do conceito de área protegida.

Registros apontam que, no século IV a. C., era prática corrente na Índia o estabelecimento de florestas sagradas onde eram proibidas as atividades humanas extrativistas ou qualquer outra forma de uso dos recursos naturais.

Na era moderna, foi a criação do Parque Nacional de Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos, o marco para a definição de espaços geográficos destinados à proteção da biodiversidade. A partir do modelo norte-americano, outros paises passaram a estabelecer unidades de conservação baseadas no mesmo princípio, ou seja: manter os recursos naturais intocados e manejar a unidade para uso público.

Em 1879, o Parque Nacional Real surgiu na Austrália dentro do espírito da criação de áreas protegidas. Em seguida, vieram o Parque Nacional de Banff, no Canadá; o de Tongariro, na Nova Zelândia (1887); o de Kruger, na África do Sul (1898).

No Brasil, os ventos conservacionistas começaram a soprar em 1876, quando o engenheiro André Pinto Rebouças iniciou os estudos para a criação de um parque nacional da Ilha do Bananal,o que se concretizaria apenas em 1959. Atualmente, as unidades de conservação criadas no país representam 51.728.772 hectares protegidos em todos os biomas: 49,4 na Amazônia; 12,5% na Mata Atlântica; 10,3% na caatinga; 23,9% no cerrado; 1,8% no Pantanal e 2,1% nos pampas.

Se você quiser seguir o Akatu no twitter, clique aqui

Gostou da notícia? Compartilhe!
Ajude a disseminar o Consumo Consciente entre os seus amigos.
Compartilhe:
Leia mais: