Banco Mundial aposta na agricultura familiar para erradicar a fome

Lavoura em Santa Rosa de Lima (SC). Crédito: Creative commons/Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Lavoura em Santa Rosa de Lima (SC). Crédito: Creative commons/Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

 

Comentário Akatu: a agricultura familiar vem demonstrando, gradualmente, sua capacidade de fazer parte da solução de vários desafios globais atuais, desde a perda de biodiversidade e a degradação dos solos até a segurança alimentar e a erradicação da  fome e da pobreza, mas tudo isso se dispuser dos meios adequados sustentáveis para tanto.Produzir e consumir alimentos de forma a resultar produtos saudáveis, que os torne acessíveis, com distribuição mais igualitária e equilibrada, e visando diminuir ao máximo seu desperdício é uma das maneiras mais viáveis de combater a fome. Diferentemente do que muitos imaginam, ao lado do uso consciente de alimentos em todas as fases de compra e uso dos alimentos em casa, a redução do desperdício começa já nas etapas de plantio, armazenagem, processamento e distribuição de alimentos, que deve ser feita de forma sustentável, considerando as necessidades e possibilidades socioambientais, em prol da comunidade global e do planeta. O Akatu acredita que cada um pode contribuir no combate à fome fazendo escolhas mais conscientes na compra e uso de alimentos, reforçando uma das dez afirmações feitas pelas Nações Unidas: A fome é o maior problema solucionável do mundo.

 

Relatório divulgado no dia 27 de junho pelo Banco Mundial aponta que somente aumentando a produtividade agrícola das famílias de baixa renda será possível  cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 2 – acabar com a fome, conquistar a segurança alimentar e promover a agricultura sustentável. Atualmente, 70% da população pobre do mundo trabalha no campo.

Outro motivo para apostar na produtividade agrícola – em especial a de cereais – é o fato de ela influenciar diretamente os números da fome e desnutrição.
De 2000 a 2012, quando houve aumento médio anual de 2,6% na produção de cereais nos países de baixa renda, a pobreza e a desnutrição caíram 2,7% ao ano. Já entre 1990 e 1999, quando a produção ficou estagnada nos países mais pobres do mundo, houve pouca melhora nos índices de pobreza e saúde nutricional.

A cada dia, 27 milhões de latino-americanos e caribenhos – 5,5% da população da região – acordam sem ter o que comer, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Entre 1990 e 1992, este percentual estava em 14,7%. Para as Nações Unidas, o bom desempenho econômico e agrícola e as políticas de proteção social, como  programas de alimentação escolar e apoio à agricultura familiar , contribuíram para os progressos na região.

Os avanços da região, porém, não foram iguais. Entre 1990 e 2015,  a desnutrição diminuiu em 75% na América do Sul, enquanto na América Central a redução foi de 38,2%, contra 26,6% entre a população do Caribe no mesmo período. No ano passado, quase 20% dos caribenhos ainda lutavam contra a desnutrição.
Nos últimos 25 anos, a subnutrição caiu quase pela metade em todo planeta, de 19% para 11%. No entanto, ainda há 795 milhões de pessoas desnutridas no mundo, a maior parte delas em países de baixa renda, como os da África Subsaariana.

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