Assim caminha a humanidade

Consultoria norte-americana traça quatro cenários possíveis para o futuro do planeta, dependendo das opções que fizermos agora

Do céu ao inferno. Estes são os extremos aos quais o planeta pode ser levado pela humanidade. Tudo vai depender de como reagiremos às novas condições impostas pela globalização e, principalmente, pelas mudanças climáticas.

Diante dos desafios atuais, quatro cenários foram projetados para o planeta, que chegará à incrível marca de 9 bilhões de habitantes antes de 2050. O estudo foi feito pela empresa norte-americana de consultoria SustainAbility e apresentado pelo Instituto Ethos, durante conferência realizada em São Paulo, no mês passado. No melhor cenário, ganham a sociedade e o meio ambiente; no pior, ambos perdem.

1) Sociedade e meio ambiente ganham:
Esse é o mundo em que se equilibram o crescimento demográfico, a política, a economia e a sustentabilidade. Haverá uma redução dos atuais padrões de consumo e maiores condições de inclusão dos países pobres. O desafio será criar respostas positivas, evidenciando a importância da troca de soluções. Projeta-se um círculo virtuoso na maioria dos lugares, como um segundo Renascimento.

2) Sociedade ganha e meio ambiente perde:
Nesse mundo, as sociedades democráticas crescem em população e ainda aumentam seu padrão de vida, o que, conseqüentemente, leva a uma pressão sobre os recursos naturais, que se tornam cada vez mais escassos, e à alta de preços. O desafio é gerenciar o crescimento sem esgotar o meio ambiente.

3) Meio ambiente ganha e sociedade perde:
É um mundo em que os países ricos descobrem como usar os recursos naturais de maneira sustentável, mas negam aos pobres o acesso a esses recursos. Há uma desaceleração da destruição, mas será um período de muita tensão social. As sociedades serão mais fechadas, operando como ilhas de sustentabilidade por longos períodos, enquanto a maior parte da população continua apartada.

4) Sociedade e meio ambiente perdem:
Esse mundo é catastrófico. No pior cenário, a degradação ambiental gera um efeito dominó econômico e social. A pressão demográfica e a manutenção do padrão de consumo do ocidente rico devastam o meio ambiente, que leva a um círculo vicioso na política, na economia e na tecnologia. Há uma crise de governabilidade, em que os líderes mundiais não encontram alternativas de inclusão nem de sustentabilidade; crescem os conflitos.

O principal alerta do estudo, que tem o sugestivo nome de “Ampliando Nosso Jogo – Podemos Sustentar a Globalização?“, é que novas regras precisam ser adotadas pelas lideranças globais para, pelo menos, direcionar o desenvolvimento mundial em busca do primeiro cenário.

“Temos pautado o mundo pela felicidade que vem do consumo, e ela é insustentável”, alerta Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.Segundo o relatório da SustainAbility, lideranças corporativas, sociais e governamentais terão de deixar suas confortáveis posições para buscar novos modelos, novas tecnologias, novos parceiros de pesquisas e soluções em escala mundial.

“Não temos saídas fora das redes de colaboração. Temos de descobrir novas formas de fazer as coisas, e não só gerenciar riscos”, concorda Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos.O mundo globalizado atual apresenta atributos particulares como o mercado financeiro interconectado, com conseqüências positivas e negativas; urbanização sem precedentes, acentuando disparidades de renda e moradia entre pobres e ricos; insegurança climática e ambiental; vácuos de governabilidade e o desafio de diversificar as redes dedicadas a recuperar o meio ambiente e promover justiça social.

Além disso, outros jogadores se apresentam na disputa do consumo e por mercados, como China, Índia, Brasil e Rússia, que juntos já emitem 30% do dióxido de carbono jogado hoje na atmosfera. “Em 2050, vamos precisar de dois planetas se continuarmos a utilizá-lo da maneira como fazemos agora”, diz Jason Clay, vice-presidente do WWF.

Individualmente, cabe ao cidadão pressionar governos e empresas fornecedoras de produtos e serviços, incentivar e participar das redes que articulam soluções coletivas e ainda rever seus próprios padrões de consumo.

Com informações de “O Globo”

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