Amazônia monitorada por todos

Projeto do Inpe pretende coibir ações negativas na floresta

Fotografia: LeoFFreitas

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lançou uma página na internet com informações sobre o desmatamento na Amazônia (www.obt.inpe.br/prodes). O site chega em boa hora: no ano passado, o Inpe registrou o maior desmatamento da Amazônia Legal desde 1995. Foram derrubados nada menos que 25.500 km² de floresta, área superior à do Estado do Sergipe (22.050,4 km²).

O número assustou a todos e, já na semana passada (02/07), o governo anunciou a formação de um grupo de trabalho interministerial para estudar medidas de controle do desmatamento na Amazônia. A página lançada pelo Inpe, segundo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é uma das primeiras medidas anunciadas para auxiliar a conter o desmatamento na região.

Cerca de 70% da área destruída está no chamado “Arco do Desmatamento”, que engloba o norte do Mato Grosso, o Tocantins, o oeste do Maranhão e os Estados do Pará e de Rondônia. Entre os principais fatores que causam esta destruição estão a falta de controle do uso da madeira na construção civil, a expansão agrícola e a mineração. A previsão para este ano é de que a área agrícola cresça em 1,1 milhão de hectares. Desse total, 69% serão de plantação de soja, seguida pelos cultivos de milho e arroz.

A possibilidade de monitorar o desmatamento via internet é, sem dúvida, um grande passo. No entanto, a atuação de cada um precisa chegar antes da destruição da floresta. É em pé que a Amazônia tem o seu valor. A floresta viva, entre tantos benefícios, gera empregos e divisas. É preciso, além de fiscalizar de perto o desmatamento da Amazônia, valorizar projetos e empresas que utilizam os recursos da floresta de maneira sustentável e tiram riquezas de suas matas sem destruí-la, como é o caso da extração de madeira certificada, da coleta de frutas, da utilização das espécies vegetais que fornecem extratos, medicamentos e óleos, além da atividade pesqueira. A proteção da floresta é também fundamental para garantir a permanência dos povos indígenas na mata.

É importante lembrar ainda que o desmatamento é geralmente feito com queimadas na floresta, o que contribui para o aumento do dióxido de carbono, principal responsável pelo efeito estufa. De acordo com o Protocolo de Kyoto, que estabelece normas e metas para a redução da emissão dos gases que causam o efeito estufa, o Brasil ocupa o 25° lugar entre os países de maior emissão no mundo. No entanto, considerando a  queima das florestas, o Brasil salta para o 5º lugar.

Se você quiser seguir o Akatu no twitter, clique aqui

Gostou da notícia? Compartilhe!
Ajude a disseminar o Consumo Consciente entre os seus amigos.
Compartilhe:
Leia mais: