Alunos e funcionários de colégio despertam para consumo consciente de alimentos

Projeto Mais promove debates e capacita professores do Marista de Natal a trabalharem tema nas salas de aula; alunos querem mais fruta na cantina

Mudar hábitos alimentares não é uma tarefa fácil. O consumidor consciente de alimentos, porém, sabe que além de fazer bem à sua saúde, a adoção de uma dieta equilibrada e com menos produtos industrializados traz uma série de benefícios à sociedade: gera menos lixo – diminuindo o desperdício e o uso de embalagens – e reduz a incidência de doenças gástricas e cardiovasculares.

O “Projeto Mais”, parceria entre o Instituto Akatu e o Colégio Marista de Natal, promoveu dois dias de palestras, debates e oficinas sobre o “Consumo consciente e a Alimentação”, nos dias 5 e 6 de maio. O objetivo é que os alunos, professores e outros funcionários da escola mudem sua relação com os alimentos, a partir da percepção sobre o problema. A Congregação Marista é parceira estratégica do Instituto Akatu.

Uma mudança gradual já está em curso na escola da capital potiguar. A cantina que serve refeições e lanches aos estudantes está oferecendo mais opções de frutas – uma demanda que partiu dos próprios alunos. O desafio é valorizar as frutas da região, como o cajá, a manga e o caju.

“A mudança alimentar deve ser gradativa e acompanhada de um processo educativo, para que os estudantes não a rejeitem”, diz a nutricionista da cantina do Colégio Marista de Natal, e mãe de aluno da escola, Letícia Castela Branco.

Supersize me

A informação é o primeiro passo para se mudar hábitos e se tornar um consumidor consciente. Nesse sentido, a educadora e consultora do Akatu Maluh Barciotte deu palestras e promoveu debates e discussões sobre alimentação com funcionários, professores, alunos e seus familiares.

Na sexta-feira, dia 5, as atividades começaram com uma palestra de sensibilização junto a 250 alunos da primeira série do Ensino Médio. Foi apresentado um trecho do documentário Supersize Me, no qual o protagonista se submete a uma dieta composta exclusivamente por sanduíche, batatas fritas e outras iguarias do mundo do “fast-food”. O resultado mostrado no vídeo, após duas semanas, foi aumento de peso, alto nível de colesterol e sinais de depressão e dependência a esse tipo de alimento.

A intenção ao exibir o filme era provocar a reflexão e alertar para o consumo consciente de alimentos, priorizando alimentos naturais e variados – exatamente o oposto do retratado em Supersize Me.

Após os estudantes, foi a vez dos funcionários da escola participarem de uma oficina onde se discutiu hábitos alimentares e na qual foi apresentada a pirâmide alimentar – composta pelo percentual recomendado de ingestão de cada grupo de alimentos.

Ao final da oficina foi servido um lanche composto por sucos naturais, patês e pães e integrais, frutas e doces típicos da região. Nenhum material descartável, como prato, talher e copo, foi utilizado na atividade – sinal de que foram assimilidas as noções sobre minimização de resíduos trabalhadas em encontro anterior.

No sábado, dia 6, ocorreu uma atividade de capacitação com os professores da instituição. O Akatu apresentou o fascículo “O consumo consciente e a alimentação”, que servirá de base para os trabalhos em sala de aula. O objetivo é promover o consumo consciente em todas as disciplinas do currículo escolar, de forma a que se formem cidadãos responsáveis e preocupados com a sustentabilidade do planeta.

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