Agricultura comercial causou 70% do desmatamento na América Latina

Levantamento da FAO mostra que no Brasil, mais de 80% do desmatamento está associado à conversão de terras em pastagens

 

Crédito: Creative commons/Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome  

 

 

Comentário Akatu: Há comunidades e mercados que dependem da exploração dos recursos naturais. Sem controlar a maneira de utilizar esses recursos, não haverá a renovação sustentável dos mesmos, impactando negativamente nos meios de subsistência das pessoas, na dinâmica das economias que tiram seu sustento dos ecossistemas e até mesmo na segurança alimentar e nutricional de todo o planeta. Por isso, um investimento na gestão dos ecossistemas deve incluir também iniciativas que impeçam tais impactos de acontecer, protegendo as florestas, com alerta o relatório da FAO, mencionado na reportagem abaixo. É importante também que o consumidor, ao comprar um produto de origem florestal, por exemplo, tenha o conhecimento de que sua escolha de consumo, mesmo individualmente ou em pequenos grupos, provoca impactos significativos não só no meio ambiente, mas também nos indivíduos, na sociedade e na economia. E use seu consumo como instrumento transformador da realidade em uma direção crescentemente sustentável.

 

Em vários países do mundo, intervenções agrícolas em grande escala contribuíram para o desmatamento, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Na América Latina, por exemplo, o uso extensivo de terras para o pasto e a produção de soja em escala industrial são alguns dos fatores que causaram 70% do desmatamento na região.

Pasto
O relatório apresentado no dia 11 de julho pela FAO afirma que no Brasil, mais de 80% do desmatamento está associado à conversão de terras em terrenos para pastagem.

Por outro lado, o país vinculou crédito rural com critérios ambientais, evitando a perda de 270 mil hectares de florestas que seriam utilizados para a produção de carne de vaca.

Famílias Pobres
A FAO também elogia o país pela iniciativa Bolsa Verde, um programa de transferência condicionada de dinheiro que entrega recursos a famílias pobres. Essas famílias precisam manter suas terras e gerar de forma sustentável os recursos naturais.

A agência da ONU destaca a necessidade urgente de se promover mais interações positivas entre agricultura e florestas, focando na agricultura sustentável e promoção da segurança alimentar. Mas a FAO lembra que não é preciso acabar com as florestas para produzir mais alimentos.

Segurança Alimentar
O relatório O Estado das Florestas do Mundo foi apresentado na abertura do Comitê da FAO sobre Florestas, em Roma, na Itália. O diretor-geral da agência, José Graziano da Silva, declarou que a “Agenda 2030 e o Acordo do Clima de Paris reconhecem que não é mais possível ver a segurança alimentar e o manejo dos recursos naturais de forma separada”.

Segundo o levantamento, desde 1990, 20 países melhoraram seus níveis de segurança alimentar enquanto mantiveram ou aumentaram sua cobertura florestal. Chile, China, Gâmbia, Irã, Turquia e Uruguai são algumas dessas nações.

 

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