Acordo de Paris contra Mudanças Climáticas entrará em vigor em novembro

Documento foi ratificado por 73 países, respondendo por 56,87% das emissões globais de gases de efeito estufa

Crédito: Creative commons/Arvid Rudling

 

O Acordo de Paris, que determina as diretrizes universais para o combate às Mudanças Climáticas e ao aquecimento global, entrará em vigor no dia 4 de novembro, segundo o anúncio do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no dia 5 de outubro.

O documento foi ratificado por 73 países, respondendo por 56,87% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo a página oficial da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Para entrar em vigor, o acordo precisava da ratificação de pelo menos 55 países que somassem, no mínimo, 55% de todas as emissões globais de gases. A meta foi alcançada depois que a União Europeia (UE) ratificou o acordo na última terça-feira. Uma vez alcançada a meta, um prazo de 30 dias é fixado para que o acordo entre em vigor mundialmente.

“O impulso global para que o Acordo de Paris entre em vigor em 2016 tem sido notável. O que antes parecia impensável agora não pode ser parado. O forte apoio internacional para o Acordo de Paris entrar em vigor é a prova da urgência para a ação, e reflete o consenso dos governos de que uma cooperação global robusta é essencial para enfrentar o desafio do clima”, disse  Ban Ki-moon ao site da Agência ONU.

Acordo de Paris
No dia 12 de dezembro do ano passado, 195 países e a UE se comprometeram na conferência do clima de Paris (COP21) a impedir que o aumento da temperatura do planeta chegue a 2ºC acima dos níveis pré-industriais e também a ajudar economicamente os países mais vulneráveis ao aquecimento global. O acordo substituirá, a partir de 2020, o atual Protocolo de Kyoto.

Consumo consciente
Os consumidores também são parte da origem desse grave problema ligado às emissões de gases de efeito estufa, mas também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Também podem contribuir com pequenas atitudes, como, por exemplo, optar pelo transporte público ao invés de carros movidos a combustíveis fósseis, não desperdiçar alimentos ou comprar madeira certificada. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

 

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