Professor da USP comenta ODS sobre energia renovável

Aquecimento Global poderia ser desascelerado com maior adoção de energia limpa, mas o investimento em pesquisas sobre o assunto é pequeno, comenta o professor José Eli da Veiga

Produção de energia eólica – Crédito da foto: Chuck Coker/Creative Commons

 

A coluna Sustentáculos, da Rádio USP, especializada em sustentabilidade e meio ambiente, abordou em sua edição de fevereiro o 7º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU: “Energia Limpa e Acessível”.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma agenda mundial com 17 objetivos e 169 metas para 2030. Aprovados em setembro pelos 193 Estados-Membros da ONU, na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, os ODS abordam três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental. A implementação dos ODS é um desafio que requer participação ativa de todos, incluindo governos, sociedade civil, setor privado, academia, mídia e Nações Unidas.

José Eli da Veiga, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) falou à Rádio USP que a energia renovável seria uma solução para o grave problema do Aquecimento Global. No entanto, o esforço feito até aqui para resolver o problema do aquecimento global está aquém do necessário. “É certeza que um dia a espécie humana se extinguirá, e há cenários que permitem vislumbrar uma aceleração. A primeira ameaça são os arsenais nucleares e a segunda é a elevação das temperaturas, uma ameaça lenta e sorrateira.”

O professor alerta para a diminuição do investimento dos países nas pesquisas sobre as energias renováveis. Ele sugere a leitura do Relatório do Programa Apollo Global para combater a mudança climática, que mostrou que, desde 1980, despencou de 11% para 4% a participação do conjunto dos projetos energéticos no orçamento global de pesquisa.

O Instituto Akatu reforça o alerta do professor Eli da Veiga. A crescente concentração de dióxido de carbono na atmosfera é a principal responsável pelo aumento da temperatura global e consequentes Mudanças Climáticas.  A substituição dos combustíveis fósseis, cuja queima é causadora de uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa (GEE), por energias renováveis ajuda substancialmente a reduzir o tamanho do problema. O incentivo ao uso de energias limpas – como a solar e a eólica – que não poluem e não emitem gases de efeito estufa, deve não apenas ser valorizado mas apoiadas pelo consumidor junto aos governantes de modo a direcionar as políticas públicas nessa direção.

Ouça abaixo a íntegra da coluna Sustentáculos na Rádio USP:

 

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