Modelo de prosperidade atual é insustentável

Secretário-Geral da ONU afirmou ainda que o mundo precisa da ciência para compreender, proteger e usar os recursos do meio ambiente

Comentário Akatu: Inovações tecnológicas podem ser ferramentas efetivas para a transição para uma sociedade mais sustentável.  Mas é importante lembrar que é preciso também inovar nos padrões de produção e de consumo para que seja possível alcançar o bem-estar desejado pela sociedade com um uso muito menor de recursos naturais do que o atual. Hoje, já consumimos e descartamos 50% mais recursos naturais renováveis do que o planeta é capaz de regenerar e absorver. Necessitamos, ao mesmo tempo, de uma produção mais responsável e de um consumo mais consciente.

 

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou esta quinta-feira que o modelo atual de prosperidade é insustentável. Em discurso na abertura da reunião do Conselho Científico em Berlim, Alemanha, Ban disse que a atividade humana está tendo um impacto direto e mensurável nos sistemas de apoio à vida do planeta.

Ciência

O chefe da ONU declarou que o mundo precisa da ciência para compreender, proteger e usar os recursos do meio ambiente de forma inteligente. O Secretário-Geral explicou que é necessário entender mais sobre as “forças demográficas e econômicas” em ação no mundo inteiro. Além disso, Ban alertou que é preciso lidar com grandes questões incluindo a fome, a prevenção de desastres, o saneamento básico e a energia sustentável para todos.

Pensar e Agir

Ele disse que saber dos problemas não é suficiente, é necessário por em prática novas formas de pensar e agir.  Ban deixou claro que o mundo enfrenta uma multiplicidade de crises, riscos e vulnerabilidades. Segundo ele, esses problemas estão tão interligados que é praticamente impossível serem resolvidos por um único país.

Para o chefe da ONU, é necessária uma visão holística dos desafios para a criação de respostas integradas.  Ban afirmou que o Conselho integra os cientistas mais competentes do mundo. Eles vão fornecer as sugestões indispensáveis para que se possa fazer a “ponte” entre a ciência e as políticas para um desenvolvimento sustentável.

O Conselho Científico foi criado no ano passado e é formado por 26 cientistas de todo o mundo indicados pelo Secretário-Geral. O grupo tem um integrante lusófono. O especialista em meio ambiente, Carlos Nobre, secretário nacional para Políticas de Pesquisa e Desenvolvimento. O Conselho tem como base a sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em Paris.

Clique aqui para ler a notícia original, publicada pela Rádio ONU.
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