2016 é ano mais quente já registrado, diz Organização Meteorológica Mundial

Seis primeiros meses do ano registraram as mais altas temperaturas já verificadas em toda a história

Crédito: Creative commons/Ozzy Delaney

Comentário Akatu: o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera é um dos principais responsáveis pelo aquecimento global, sinalizando a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático, como mostra a reportagem abaixo. Não é somente a poluição gerada pelos meios de transporte movidos a combustíveis fósseis que causa esse tipo de alteração climática, mas também as indústrias, o desmatamento, o desperdício de alimentos e a exploração pecuária em larga escala. Se os consumidores são parte da origem do problema, também são parte de sua solução. Por meio de mudanças nas práticas cotidianas, eles se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa.

 

Os seis primeiros meses deste ano registraram as mais altas temperaturas já verificadas em toda a história e quebraram o recorde de aquecimento de 2015 — que havia sido declarado o ano mais quente no início de 2016 —, segundo novo levantamento publicado no dia 21 de julho pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

De janeiro até junho de 2016, a média global foi estimada em 1,3 °C acima dos valores da era pré-industrial no final do século XIX e 1,05 °C mais quente do que a média do século XX. Este último valor é 0,2 °C mais elevado do que a alta da temperatura mundial observada em 2015 na comparação com os últimos 100 anos.

Os números são um forte indício de que 2016 poderá ser o ano mais quente já registrado. Em parte, o aquecimento do primeiro semestre deste ano foi devido ao intenso El Niño que afetou diversas regiões do planeta de 2015 até maio de 2016.

Embora o fenômeno climático já tenha se dissipado, “as mudanças climáticas causadas por gases do efeito estufa não vão passar”, alertou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas. Isso significa mais ondas de calor e tempestades extremas e um risco maior de ciclones tropicais.

A agência das Nações Unidas também chamou atenção para o derretimento do gelo no oceano ártico, que começou mais cedo nesse ano e está destruindo as calotas mais rapidamente. Atualmente, a extensão do mar congelada no auge do verão é 40% menor do que a área coberta por gelo no final dos anos 1970 e início dos 1980.

Junho de 2016 foi o 14º mês seguido de calor recorde em terra e nos mares. O período também foi o 378º mês consecutivo com temperaturas acima da média do século XX — os últimos 30 dias com temperatura estimada abaixo dessa média foram observados em dezembro de 1984.

Outro fator preocupante para a OMM é a elevada concentração de dióxido de carbono na atmosfera — que já ultrapassou a marca simbólica de 400 partes por milhão, chegando a 407 ppm em junho. O volume representa um aumento de 4 ppm na comparação com o mesmo mês do ano passado.

“Isso deixa mais evidente do que nunca a necessidade de aprovar e implementar o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas e de acelerar a mudança para economias de baixo carbono e energias renováveis”, ressaltou o chefe da OMM.

Também nesta semana, o chefe da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo a líderes mundiais para que ratifiquem o Acordo e compareçam a um evento especial na sede das Nações Unidas em 21 de setembro.

Chuvas irregulares pelo mundo
O levantamento da OMM também destaca que o volume de chuvas em junho de 2016 apresentou variações significativas pelo mundo.

Regiões, como o oeste e a porção central do território dos Estados Unidos, o nordeste do Brasil, a Espanha, o norte da Colômbia, o Chile, o sul da Argentina e partes do centro da Rússia, registraram índices de precipitação bem abaixo do normal.

Já o norte da Argentina, a Austrália, as regiões centrais e sul da Ásia e o norte e o centro da Europa foram afetados por chuvas acima da média.

De janeiro a início de julho, a China registrou um aumento de 21,2% no volume pluviométrico. Províncias ao sul do país entraram na estação de cheias em 21 de março, 16 dias antes do esperado. Mais de 150 condados quebraram recordes de chuvas e mais de 300 rios ultrapassaram marcas de elevação das águas.

 

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