Economia de energia

Hoje, convivemos com diferentes meios de energia que nos ajudam a realizar as mais diversas tarefas do dia-a-dia, como acender as luzes, preparar as refeições, tomar banho e nos transportar até a escola ou até o trabalho a energia é parte muito importante das nossas vidas e pode ser obtida a partir de diferentes fontes:

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– Não-renováveis: principalmente de origem fóssil, ou seja, de combustíveis como carvão mineral, gás natural e petróleo que precisam ser queimados para gerar energia, emitindo gases de efeito estufa (GEE) no processo. Em função da relação entre o tempo em que esses compostos levam para se formar – o petróleo, por exemplo, se dá através da decomposição da matéria orgânica ao longo de milhões de anos sob calor e pressão intensos – e a velocidade em que os consumimos, eles são considerados não-renováveis.

– Renováveis: são geradas através de processos naturais contínuos e, portanto, consideradas inesgotáveis, e também tem menor impacto no aquecimento global se comparada à queima de combustíveis fósseis. No entanto, esse tipo de energia tem alto custo de investimento inicial, está sujeita aos imprevistos da natureza, depende muito da localização e ainda pode ter impactos negativos no ambiente e nas comunidades onde está inserida, como degradação dos solos e da vegetação local, existência de ruídos e mudança na dinâmica social, através de possíveis alocações da população para a construção dos empreendimentos e súbito aumento da população pelos novos trabalhadores. A hídrica (água dos rios), a solar (sol), a eólica (vento), a biomassa (matéria orgânica), a geotérmica (interior da Terra) e a oceânica (marés e ondas) são exemplos de fontes renováveis.

Os combustíveis fósseis são a principal fonte de geração de energia elétrica no mundo, enquanto que, no Brasil, a maior parte da energia elétrica gerada é procedente de fontes hídricas, o que é muito vantajoso econômica e ambientalmente para o país. A Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada em Foz de Iguaçu, é a maior do Brasil e a que mais gera energia em todo o mundo (Itaipu Binacional).

No entanto, por questões climáticas e de infraestrutura, o potencial de geração de energia das fontes hídricas é variável ao longo do ano, sendo menor nos períodos de estiagem, quando a vazão dos rios é menor. Nos meses mais secos, quando a energia gerada pelas hidrelétricas é insuficiente para atender a demanda por energia, outras fontes devem ser acionadas para complementar a oferta energética nacional.

As usinas termelétricas, principalmente as que utilizam gás natural, são as mais acionadas nesses casos. No entanto, seu funcionamento emite mais GEE e é mais custoso que o das hidrelétricas, o que reflete na tarifa da conta de luz, que passa a ser sinalizada com a “bandeira vermelha tarifária”.

Portanto, o desperdício de energia emite desnecessariamente gases de efeito estufa associados à sua produção e distribuição, reduz a quantidade de recursos naturais disponíveis para a geração dessa energia, diminui o total a ser distribuído no país – o que pode comprometer inclusive o seu acesso à energia elétrica – e ainda contribui com os impactos socioambientais relacionados à instalação e funcionamento das infraestruturas geradoras, além de representar um gasto elevado a ser pago pela conta de luz da sua casa.

Ao deixar a TV ligada à toa ou não apagar as luzes ao sair de um cômodo, por exemplo, consumimos energia elétrica em vão em nossas casas, o que pode ser facilmente evitado com pequenas mudanças diárias que, se multiplicadas por um longo período, trazem enormes benefícios não só para o bolso, mas para o meio ambiente e para a sociedade.