Moda consciente: como tomar boas decisões de compra e uso de roupas

Você já parou para refletir sobre o impacto da produção e descarte de roupas e acessórios na vida das pessoas e no meio ambiente? Conheça as etapas que não estão nos editoriais de moda e entenda os impactos positivos de por que você tem que fazer uma compra consciente e de estender ao máximo a vida útil das suas vestimentas

Arte: Alê Kalko

 

Tudo o que consumimos tem um preço monetário, em geral baseado nos custos de produzir o bem que compramos. No entanto, nem todos os custos estão considerados no preço, como é o caso dos referentes aos impactos ambientais e sociais que geralmente não estão considerados no cálculo do preço. Mais que isso, são custos que são pagos por todos independentemente de terem ou não consumido aquele bem. Por exemplo, o desgaste e a contaminação do solo, a degradação e consumo excessivo dos recursos hídricos, o uso de mão de obra infantil ou em condições de escravidão são alguns dos impactos negativos da produção cujo custo será pago por toda a sociedade de uma forma ou de outra.

O consumidor consciente sabe que suas decisões de compra podem contribuir positivamente para o meio ambiente e a sociedade, tornando-se uma contribuição significativa quando repetidas ao longo do tempo e quando  compartilhadas por outras pessoas.

Veja a seguir algumas ações que podem dar uma contribuição no caso de produtos relacionados à moda:

Evite as compras por impulso, visto que levam você a comprar, muitas vezes, o que não precisa. Ao deixar de comprar o que você não precisa, elimina-se os impactos negativos sobre a sociedade e o meio ambiente, além de ser bom para o seu bolso.

Lave, seque e passe as suas roupas com cuidado, buscando estender ao máximo a vida das roupas. Desta forma, os impactos serão menores do que se a roupa tiver que ser comprada novamente por não ter sido bem cuidada.

Mantenha sempre o seu guarda-roupa organizado, para que as peças sejam bem preservadas e utilizadas. Esta é a melhor maneira de você poder ver todas as roupas que tem e usá-las evitando que fiquem “perdidas” no meio da desorganização.

– Selecione as roupas que você não usa mais e, periodicamente, verifique se essas roupas podem ser ajustadas ou transformadas para o seu uso ou para o uso de terceiros. Desta forma, tudo o que foi gasto na produção da roupa e todos os impactos derivados serão diluídos ao longo de um período mais longo de tempo em que a roupa continuará a ser usada. Outras alternativas, caso você conclua que não vai mesmo usá-las, é revendê-las a um brechó ou a uma pessoa amiga, doá-las ou, em último caso, descarta-las.

Conheça os serviços de compartilhamento e aluguel de roupas. Para algumas ocasiões, especialmente festas, isso torna desnecessário comprar uma roupa e atende plenamente ao propósito de estar bem vestido(a). Naturalmente, é preciso encontrar algo que seja compatível com seu bolso e suas necessidades. Mas, vale tentar!

– Valorize as iniciativas de empresas do ramo da moda que têm impacto positivo, dando preferência nas compras de roupas dessas empresas. Por exemplo: uso de algodão orgânico; controle das relações de trabalho na cadeia produtiva garantindo que sejam adequadas; tingimento natural dos tecidos; produtos mais duráveis, mesmo que um pouco mais caros etc.

– Acompanhe as notícias e os sites especializados para conhecer que empresas foram denunciadas por ter trabalho escravo ou infantil em sua cadeia de produção. Pressione a empresa a mudar e só compre seus produtos quando houver garantia da mudança. O aplicativo Moda Livre, da ONG Repórter Brasil, indica quais marcas são acusadas de aceitar trabalho escravo nos seus fornecedores e podem orientar nesse sentido. Tem versão para Android e iOS.

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